Hora de ser responsável e empático

2020 está sendo “o ano da provação”. O governo, como Estado, quis proteger sua sociedade da melhor forma possível, até porque não tínhamos (na verdade, ninguém tinha) um manual de crise voltado à Covid-19.

Procurou-se manter o sistema de saúde ativo, evitando seu colapso por meio de duas grandes medidas: sociedade ficando em casa e a decretação de orçamento de guerra.

A economia parou. As reservas foram sendo utilizadas e os cofres públicos ficaram sem fonte de arrecadação.

A pandemia começou a ser um pouco mais controlada e a reabertura foi necessária, muito mais do ponto de vista econômico do que de saúde mental (num primeiro momento).

Ocorreram várias alterações legislativas para manutenção do emprego, de forma a não deixar a riqueza se esvair, bem como a postergação de tributos e abertura de créditos para pequenas e micros empresas.

Quando vimos, a reabertura era a atual realidade, a economia se reerguendo e o sistema de saúde se estabilizando.

Neste ínterim, muito foi falado sobre reforma tributária como uma oportunidade de crescimento da economia sem as amarras do nosso atual sistema tributário arcaico. Mas ele é o que temos hoje e é o que não gera “surpresas”.

Muito embora a reforma seja imprescindível, ela não poderia ser implementada num cenário volátil como o nosso e no meio de uma pandemia. Seria trocar o “não tão certo” pelo mais duvidoso.

Muitas famílias tiveram suas fontes de renda mais agravadas e necessitaram do  auxílio emergencial, que unitariamente não é muita coisa, embora a conta final seja altíssima. Com certeza é uma conta rateada por toda a sociedade. E esse não é o problema.

Ocorre que os números de contágios e mortes pela Covid-19 voltaram a crescer, não tendo como vilã a retomada da economia, mas o próprio cidadão, que, ao ver o “cenário de controle da pandemia”, descuidou-se e voltou a ser o principal veículo de contágio.

O referido aumento do contágio não se dá, em regra, durante o horário comercial, mas, sim, no happy hour, nas confraternizações e festas, que trazem à tona não uma qualidade do ser humano que precisa viver em sociedade, mas, sim, um lado egoísta e sem noção do todo. E quanto maior o contágio, maior risco de a economia frear, maior a necessidade de tributação e arrecadação para manter o Estado amparador da sociedade.

O cidadão brasileiro precisa ser responsável, patriota e, acima de tudo, empático. Façamos por merecer um 2021 positivamente diferente!

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