Hora de entender as manifestações

As manifestações estão adquirindo características que exigem ao mesmo tempo sangue-frio para enfrentá-las e esforço de compreensão do que exatamente se passa, tanto por parte das autoridades como de todos os que de uma forma ou de outra são afetados por elas. Quando se pensava que iam dar uma trégua, depois de vários dias de agitação, elas prosseguiram com força na quinta-feira.
A facilidade com que os grupos que organizam os protestos conseguem mobilizar descontentes de todos os tipos pelas redes sociais dá o que pensar. O mesmo se pode dizer de depoimentos de alguns manifestantes.
Parece haver aí algo que ultrapassa as fronteiras partidárias e ainda não foi bem compreendido. E isso é fundamental para que as autoridades possam saber em que terreno estão pisando.
Mas, independentemente desse entendimento, é fundamental que todos os que têm uma parcela de responsabilidade na questão, especialmente os que cuidam da segurança pública, mantenham o sangue-frio. A polícia precisa agir com muito rigor, porque, sobretudo, as grandes cidades não podem ser entregues ao descontrole da violência. Tudo deve ser feito, porém, para evitar excessos, até mesmo para não dar aos radicais o pretexto que querem para novos atos de vandalismo.
Nesse contexto, é de lamentar as atitudes nem sempre claras das autoridades, que ora se dizem abertas ao diálogo, ora dizem que não recuam, ora condenam o vandalismo dos manifestantes, ora alegam que tem havido excessos. Quem estar no poder tem de pagar o preço de atitudes nítidas, em especial em momentos de crise.
O que aconteceu ontem no país é uma reação das organizações sindicais, que não querem mais ficar a reboque das redes sociais e pretendem retomar as rédeas das reivindicações. Mostraram poder de mobilização e força política, mas ainda não tiraram da parede os políticos, que continuam acuados.

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