11 de agosto de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Guerra surda nos bastidores da política

Na semana passada um site da internet anunciou que a secretária Edilene Gomes havia se demitido do gabinete do senador Eduardo Braga (PMDB).

Na semana passada um site da internet anunciou que a secretária Edilene Gomes havia se demitido do gabinete do senador Eduardo Braga (PMDB). Ela é esposa do vice-governador, José Melo, e está no meio do tiroteio entre os dois. Na realidade, a “demissionária” havia embarcado com o marido para curtir o final de semana de Páscoa no sítio da família, em Rio Preto da Eva. E trabalhou normalmente ao longo desta última semana. A “plantação” é só mais um lance da guerra de bastidores que se instalou no grupo governista, depois que o próprio Melo e a deputada Rebecca Garcia passaram a disputar a preferência para galgar o posto de candidato oficial da base ao governo do Estado.

Inserções

Durante toda a semana, a deputada Rebecca Garcia apareceu em inserções de seu partido, o PP, na TV. Enalteceu o governo Omar Aziz e falou em “derrotar desafios”. Para o bom entendedor, ela se lançou candidata ao Governo. Assessores dela se apressaram em espalhar na rede que a atual secretária de Governo não abriria mão da candidatura, num claro recado a Melo.

Estaleiro

O senador Eduardo Braga, que prometia agitar o tabuleiro neste final de semana, desembarcou em Manaus na noite de quinta feira doente. Acometido de fortes dores de cabeça, ele se recolheu em casa e cancelou toda a agenda que teria no final de semana, inclusive entrevistas programadas para veículos de comunicação. Os médicos identificaram o estresse como causa do problema. Segundo assessores, ele cumpriu uma rotina de trabalho extenuante durante a semana, invariavelmente saindo cedo e chegando em casa de madrugada.

Demissão

O subprocurador-geral de Justiça José Hamilton Saraiva dos Santos recomendou a exoneração do coronel reformado do Corpo de Bombeiros Joaquim Prestes Colares Filho, que atualmente exerce o cargo de corregedor auxiliar do Sistema de Segurança Pública. É que, para exercer a função, é necessário ter concluído o bacharelado em direito, além de comprovar 10 anos de experiência na área, coisa que o militar não comprovou.

Missão

Joaquim Prestes é chefe do Departamento de Orientação e Acompanhamento e Apuração de Infrações Criminais e fiscaliza a atuação de policiais militares e homens do Corpo de Bombeiros. Além dos problemas apontados por Hamilton, o coronel teve suas contas julgadas irregulares pelo Pleno do Tribunal de Contas do Estado quando estava na ativa e ainda foi multado em R$ 6.500.

Berlinda

Pessoas muito ligadas ao governador Omar Aziz andam “fritando” o publicitário Durango Duarte, um dos principais consultores do governo. Dizem que suas pesquisas – ele é dono da Perspectiva Opinião e Mercado –beneficiam opositores e induzem o grupo governista ao erro. Ele tem se defendido de uma forma muito original: desafia qualquer um a apostar com ele, em dinheiro, se seus números estão errados. Sugere que, para checá-los, seja contratado um instituto independente.

Fiscalização

Em virtude da inadimplência dos 47 gestores do interior do Estado, entre eles prefeitos e presidentes de Câmaras Municipais, que deixaram de encaminhar as prestações de contas do ano de 2012 ao Tribunal de Contas do Estado do Amazonas dentro do prazo legal, o conselheiro-presidente Érico Desterro apresentou o novo plano de inspeção, previsto para iniciar a partir do dia 15 deste mês. Na primeira etapa serão fiscalizados 26 prefeituras, 26 câmaras e 20 órgãos da administração indireta do interior. As demais serão inspecionadas a partir do mês de junho.

Engano

“O atraso dos gestores comprometeu o calendário de inspeção do Tribunal de Contas, mas, para não atrapalhar a programação, refizemos parte do cronograma. Se os inadimplentes achavam que isso nos impediria de ir aos municípios, se enganaram. Vamos notificar todas as Câmaras para tomarem as contas das prefeituras e as contas das Câmaras serão tomadas por nós mesmo”, comentou Desterro.

Rasteira

O grupo ligado ao deputado Sidney Leite (DEM), que apoiou o sobrinho deste, Júnior, para a Prefeitura de Maués no ano passado, tem esperança de que a vitória do padre Carlos Góes (PT) tenha sido nuvem passageira. É que o processo contra o prefeito no Tribunal Regional Eleitoral contém provas robustas de compra de votos e a defesa não conseguiu até agora reverter o quadro. Se for a julgamento, o caso pode redundar na perda de mandato do petista. Júnior, segundo colocado no pleito, assumiria em seu lugar.

Revolta

Aliás, o deputado Sidney Leite anda revoltado com o tratamento dispensado pelo prefeito Arthur Neto a sua esposa, Danielle, que foi presidente do Manausprev durante a gestão Amazonino Mendes. Ela vem sendo responsabilizada pelo rombo de R$ 300 milhões no órgão, devido à aplicação de recursos em um banco que sofreu intervenção. Outro ponto de atrito entre os dois foi a nomeação do deputado Pauderney Avelino para a Secretaria de Educação. Os dois se tornaram desafetos depois que este último vetou a candidatura de Leite à Prefeitura de Maués.

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