Grupos de escoteiros continuam ativos em Manaus

Quando o inglês Baden-Powell criou o movimento escoteiro, em 1907, não deve ter imaginado que aquele seu ideal se propagaria pelo mundo e hoje, 114 anos depois, continua a conquistar adeptos.

O objetivo de Baden-Powell foi aproveitar os elementos positivos de camaradagem, iniciativa, coragem e autodisciplina presentes na sua vida militar, além de ensinar técnicas que seriam úteis no desenvolvimento dos jovens, para criar um novo movimento educacional. Quando o ideal do escotismo é desenvolvido dentro de uma instituição tradicional como o Centro Educacional La Salle, aí encontra um terreno fértil para expandir.

O advogado paranaense Fernando Borges de Moraes foi escoteiro quando tinha dez anos de idade, em Cascavel. Em Manaus há 18 anos, há seis ele resolveu criar o Grupo Escoteiro La Salle. Curiosamente, os primeiros religiosos lassalistas chegaram ao Brasil, em Porto Alegre, em 1907, mesmo ano em que Baden-Powell fundou o movimento escoteiro, na Inglaterra.

“Me tornei escoteiro a convite de um amigo, que já integrava o Grupo Escoteiro Cascavel, e lá fiquei por seis anos, dos 10 aos 16 anos. A chama do escotismo voltou a acender em mim quando minha filha completou 6,5 anos, idade mínima para entrar no movimento, como lobinho, aí retornei de ‘mala e cuia’, agora como voluntário, que é a categoria a partir dos 21 anos”, explicou.

Fernando conversou com outros pais sobre sua intenção, inclusive dois deles haviam sido escoteiros, em São Paulo, e todos abraçaram a ideia. Foram até o diretor do La Salle, solicitar autorização para a criação do grupo, e ele concordou de imediato.

Reconhecimento por méritos é prática constante – Foto: Divulgação

Várias categorias     

No dia 16 de julho de 2016, associado à UEB (União dos Escoteiros do Brasil) foi criado o Grupo Escoteiro La Salle, do qual Fernando se tornou o diretor-presidente. Foram abertas as inscrições para os interessados e o próprio Centro Educacional divulgou a novidade. O site www.gelasalle.org foi criado para receber as inscrições.

“Em pouco tempo, 130 jovens se inscreveram e ocuparam todas as categorias existentes dentro do movimento: dos 6,5 aos 10 anos: lobinho; dos 11 aos 14: escoteiro; dos 15 aos 17: escoteiro sênior; dos 18 aos 21: pioneiro; depois dos 21: voluntário”, listou.

Apesar de Baden-Powell ter trazido para o movimento algumas atividades originadas de sua vida militar, a divisão das categorias não são hierárquicas, mas uma forma de adequar as atividades àquela faixa etária. Até hoje os ensinamentos imaginados por Powell e publicados no livro ‘Ajudas à exploração militar’ (Aids to scouting), de 1899, com informações sobre seguir pistas, exploração e técnicas que se referiam à vida em campo, entre outros, são mantidos.

Conforme consta no site do Grupo Escoteiro La Salle, eles ‘são um movimento de jovens e para jovens, com a colaboração de adultos, unidos por um compromisso livre e voluntário. Um movimento de educação não formal, que se preocupa com o desenvolvimento integral e com a educação permanente dos jovens, complementando o esforço da família, da escola e outras instituições’.

Saber dos problemas da cidade também faz parte dos ensinamentos – Foto: Divulgação

“Dividimos as atividades em três nichos: jogos, semelhantes à educação física, que visam desenvolver habilidades manuais e coordenação motoras; atividades beneficentes e educacionais; e atividades mateiras, nas imediações de Manaus, quando os membros aprendem a armar uma barraca, fazer fogueira, usar bússola, seguir trilhas na mata”, revelou.

Longe da internet

Atividades nas matas são o ponto alto do Grupo – Foto: Divulgação

O mais importante do Grupo Escoteiro La Salle é que qualquer jovem, independente de ser ou não aluno do Centro Educacional, pode se inscrever e se tornar membro.

No site, o interessado preenche um cadastro e os pais, ou responsáveis, são entrevistados para falar sobre o perfil da criança.

“Os pais devem saber que, a partir da aceitação do filho no Grupo, eles também se tornam integrantes, seja em funções burocráticas, ou como instrutor, ou repassando conhecimentos. Muitas mães vão para os acampamentos e fazem comida”, destacou.  

Crianças com necessidades especiais são aceitas, mas precisarão ter atenção total dos pais, diferente daquelas que já possuem certa autonomia. Nesses casos, os pais são até estimulados a deixar os filhos tomarem as próprias iniciativas. De acordo com a evolução dos seus conhecimentos, cumprimento de tarefas e boas ações, os jovens ganham distintivos, que devem ser fixados em seus uniformes.

Cada grupo escoteiro usa um lenço característico. O do Grupo Escoteiro La Salle tem as cores lassalistas: azul, vermelho, branco e amarelo, e é adquirido direto da União dos Escoteiros do Brasil. As atividades acontecem aos sábados, das 14:30 às 17:30.

“No Grupo trabalhamos o caráter e a disciplina dos jovens e, com nossas atividades, procuramos afastá-los da internet. O uso de celulares não é proibido, mas ninguém sente necessidade deles tão prazerosas são essas atividades”, afirmou.

Face e Instagram: Grupo Escoteiro La Salle.

Foto/Destaque: Divulgação

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