Grupo ‘Samba Com As Moças’ volta aos shows presenciais

Elas estão de volta. Depois de mais de um ano longe dos palcos, o grupo ‘Samba Com As Moças’ apresenta o show presencial ‘Roda se samba delas’, no sábado (28), às 18h, no Varanda’s Botequim (rua Ferreira Pena, 1067, ao lado do Ifam).

“O ‘Samba Com As Moças’ tem pouco mais de um ano de existência. Nos apresentamos pela primeira vez em 20 de janeiro de 2020, no Largo de São Sebastião, nas comemorações do dia de São Sebastião. Estreamos para um público que lotou a praça. Aí logo depois veio a pandemia e parou tudo”, recordou Alessandra Vieira, idealizadora do ‘Samba Com As Moças’.

O grupo é composto por Alessandra Vieira (surdo e voz), Izabel Barros e Renata Bentto (voz), Thayane Rios (voz e tantan), Juliane de Sá (cavaco) e Hácara Ariella (bateria e pandeiro). A proposta das amigas foi mostrar que mulher também faz samba no Amazonas. Além de cantarem, as moças ainda tocam e compõem. Izabel Barros é professora de canto, Hácara Ariella é professora de música. Todas as instrumentistas tocam mais de um instrumento. Renata Bentto, uma das vozes, toca violão.

“O projeto de formação do ‘Samba Com As Moças’ começou há mais de três anos, através de um grupo de WhatsApp. Eu toco surdo e participava de um grupo de percussionistas e lá fiquei conhecendo a Thayane Rios, que toca tantan. Foi então que percebemos que éramos as únicas mulheres ali. O restante eram todos homens. A partir daí começou nosso interesse, e dificuldade, em criar um grupo que tocasse samba formado somente por mulheres”, contou.

No show de sábado as moças irão mostrar o samba feito por mulheres e para mulheres.

Vários estilos

O repertório do grupo traz quatro músicas autorais, compostas por Alessandra Vieira, que teve a ideia de criar essa roda de samba onde as mulheres são as protagonistas.

“Lugar de mulher é onde ela quiser. Esse mito, muito cantado nas letras dos sambas, onde o homem vai para o botequim enquanto a mulher fica em casa lavando, passando e cuidando das crianças ficou no passado. Deixo isso muito claro na letra que compus na música ‘Na esquina’, que diz: ‘tem mulher na rua. Tem mulher no samba. Mulher que jejua. Tem mulher que é bamba’. Ela escolhe o que quer ser, onde ficar e onde ir, seja na igreja, no lar, casada, solteira, no bar, ela pode tudo e, mudar a mentalidade das pessoas com o intuito de eliminar o julgamento, se faz necessário”, disse.

“Lugar de mulher é onde ela quiser” – Foto: Divulgação

Apesar de tocarem somente sambas, Alessandra, compositora principal da banda, gosta de lembrar que compõe em outros estilos musicais. Além dos quatro sambas que fazem parte do repertório do grupo, ela vai acrescentar mais um, feito em parceria com o marido.

“Tenho músicas nos estilos pop, bolero, e até um flamenco, que se classificou para o Fecani de 2018. No ano seguinte, classifiquei ‘Ei, mulher’, também no Fecani. Tenho mais de 30 composições. As do repertório da banda são ‘Samba dela’, o carro-chefe; ‘Na esquina’; ‘Só vim falar de amor’, que fala sobre intolerância religiosa; e ‘Ei, mulher’. Em breve iremos lançar um EP, mas todas já podem ser ouvidas no YouTube”, informou.

A ‘Roda de Samba Delas’ terá duas convidadas especiais: Rita Flor, cantora que já tem uma trajetória no samba, em Manaus, e Renata Rodrigues, que vem do município de Rio Preto da Eva.

Somos democráticas

“A Rita Flor vem do samba, vem desse mundo fazendo shows nas noites manauaras. Já está consagrada, ao contrário da Renata Rodrigues, que foi descoberta por mim quando eu era secretária de Cultura de Rio Preto da Eva. Ela fazia aulas de canto e observei que tinha uma voz linda, maravilhosa e comecei a investir nela, por isso a estou trazendo para fazer essa participação especial e mostrar o seu talento”, avisou.

Para mostrar que a ‘Roda de Samba Delas’ se trata de um evento democrático, para todos os gêneros, acontecerão as participações especiais dos ‘meninos’ dos grupos ‘Pagode In Casa’ e ‘Samba no Cortiço’, revelações que estão despontando no samba e pagode.

“Queremos abrir espaço para os homens, porque somos democráticas. Quando começamos a nos apresentar, os homens perguntavam: mas só mulher pode ir? Eu respondia: pode ir todo mundo, você com sua esposa, sozinho, por isso abrimos espaço para as duas bandas de pagode, e também porque eles estão começando”, contou.

“Queremos abrir espaço para os homens, porque somos democráticas” – Foto: Divulgação

O evento inicia com o ‘Samba Com As Moças’, e a participação de Rita Flor. Às 21h entra Renata Rodrigues cantando samba, pagode, piseiro, forró e outros ritmos, acompanhada do músico Emerson Brasil.

O ingresso custa R$ 15, e está sendo vendido através do: 9 9325-4416. As mesas serão liberadas.

Foto/Destaque: Divulgação

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