20 de setembro de 2024

Grupo de senadores vai se abster de sessões presididas por Calheiros

Senadores de seis partidos se reuniram para elaborar uma estratégia para forçar a saída de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado.

Eles decidiram que não vão mais participar de sessões presididas por Renan enquanto ele for alvo de processos no Conselho de Ética do Senado.
O líder do PSDB no Senado, Tasso Jereissati (CE, disse que não vão participar de reunião de líderes sob a presidência do senador Renan por entendermos que ele não tem condições de continuar presidente do Senado enquanto responder a processos. Essa decisão prejudica o Planalto, já que o grupo de senadores decidiu que não vai mais aprovar matérias de interesse do governo com Renan na presidência do Senado -como aprovação de medidas provisórias para liberação de recursos extraordinários para ministérios.
Os senadores decidiram que vão fazer uma espécie de “operação-padrão” para limpar a pauta de votação. Eles dizem que vão se reunir semanalmente para elaborar uma pauta seletiva mínima. Nessa reunião, vão definir o que irão ou não votar.
A tendência é do grupo não aprovar a proposta que prorroga a cobrança da CPMF até 2011 -o que prejudica os interesses do governo. A proposta, entretanto, ainda não chegou ao Senado.
O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN) disse que a decisão não é somente dos partidos de oposição, já que havia representantes do PSB e PMDB no encontro que definiu o movimento de pressão contra Renan. Do PSB estava a senadora Patrícia Saboya (CE) e do PMDB, Jarbas Vasconcellos (PE). Também participaram do encontro senadores do PSDB, PSOL, além do PDT.
“Essa não foi uma reunião de oposição. Foi uma reunião de senadores alinhados com a ética”, disse Agripino ao final do encontro.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.

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