Grupo ainda pensa em shopping provisório

Apesar de toda novela que transformou a construção do shopping popular provisório em um assunto polêmico, o grupo mineiro Uai shopping ainda sonha em ter o projeto concluído. O diretor operacional da empresa, Elias Tergilene, esteve em Manaus e ‘bateu o martelo na mesa’, afirmando que quer construir o empreendimento. Sem perder tempo, ele fez um desafio para o poder público na manhã de ontem, 02, durante entrevista para a imprensa local.
“Vou oficializar por escrito uma proposta para o Ministério Público e a ANTAQ, caso eles permitam que a gente use a área provisória. Se não retirarmos a estrutura metálica provisória, eu dou o imóvel permanente em garantia da remoção em 30 meses”, prometeu Tergilene.
A afirmação do diretor foi uma resposta ao temor dos órgãos públicos, que embargaram a construção da estrutura provisória do shopping popular.
Eles declararam receio caso a estrutura projetada, para ser utilizada antes que o ‘camelódromo’ seja inaugurado, torne-se permanente na cidade.
O grupo prevê que esta área provisória seja transformada em estacionamento para o shopping dos camelôs assim que a estrutura oficial for entregue.
Tergilene encaminhou a proposta ontem ao Ministério Público e não informou se haverá algum tipo de taxa para utilizar o estacionamento do shopping.
“Todas as garantias foram dadas e agora não sei mais qual é o problema. Se era o medo daquilo virar definitivo isso já passou”, assegurou.

Shopping definitivo

Na semana passada, a prefeitura oficializou a Booth Line empreendimentos e Administração como a responsável pelas obras do shopping popular.
A empresa faz parte do grupo Uai e deverá construir um shopping com três andares, abringando 2.400 camelôs.
Segundo Tergilene, a empresa apresentará a proposta de faixada do shopping para o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e caso seja aprovado, o grupo abrirá licitação para a escolha da construtora da obra.
Se tudo ocorrer sem nenhum impedimento legal, o shopping poderá começar a ser erguido ainda neste primeiro semestre, após o período de chuva.
Duas empresas concorreram pela disputa do shopping popular e o grupo Uai saiu como vencedor, porém a empresa já era dona do terreno onde será construído o shopping.
Eles compraram a área por cerca de R$ 6 milhões. Durante a entrevista, Tergilene preferiu não revelar os números que estão por trás dos investimentos para a construção do shopping popular e disse que o projeto não prevê a expansão, caso seja necessário aumentar o número de lojas.
Das 2.400 lojas disponíveis para o empreendimento, a prefeitura já cadastrou cerca de 2.100 vendedores ambulantes do Centro da cidade. De acordo com o presidente do Sincovam (Sindicato do Comércio de Vendedores Ambulantes de Manaus), Raimundo Inácio, os camelôs que venderem produtos ilegais seram incentivados a se formalizarem. Atualmente, o Centro de Manaus possui aproximadamente 3.000 ambulantes.

Cecomiz

Tergilene também sinalizou que o grupo tem interesse em adquirir o shopping Cecomiz. O problema é que eles exigem total segurança na licitação do lugar para que a história do provisório não se repita.

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