Greve relâmpago pára Sumidenso

Em torno de 40% dos 418 funcionários da Sumidenso da Amazônia Indústrias Elétricas ltda, o equivalente a 167 pessoas do quadro de trabalhadores da firma, resolveu cruzar os braços na manhã de ontem, durante três horas e meia, para reivindicar aumento do piso salarial.
Segundo a secretária-geral do Sindicato dos Metalúrgicos do Estado do Amazonas, Dulce Sena, a empresa pagava o piso dos eletro-eletrônicos quando deveria pagar o piso de acordo com o Polo de Duas Rodas. “Como a fábrica fornece peças para a Moto Honda, o piso deveria estar de acordo com o que é pago pelo polo duas rodas, que é R$ 579 e não R$ 530”, ressaltou Dulce.
Além do valor do piso, os funcionários também reivindicaram outros benefícios acordados na Convenção Coletiva de Trabalho de 2009, como a abertura de uma farmácia dentro da fábrica. Horas depois da paralisação dos trabalhadores, ambas as partes chegaram a um acordo.

Abono salarial

A Sumidenso da Amazônia é fornecedora de condutor elétrico para as motocicletas da Honda. Há alguns dias atrás, a montadora japonesa foi surpreendida com a paralisação de seus funcionários, que exigiam o pagamento do abono salarial, pago individualmente a cada trabalhador como incentivo, em uma faixa que varia entre 30% e 90% em cima do salário de cada funcionário.
A pauta incluia ainda outras reivindicações, mas a assinatura de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos do Estado do Amazonas, estabelecendo o pagamento do prêmio entre os dias 15 e 30 de maio, acalmou os ânimos dos trabalhadores da Moto Honda.
Questionada se a paralisação da Honda motivou os funcionários da Sumidenso da Amazônia a também dar um ultimato aos diretores da empresa, a secretária-geral do sindicato disse que não foi bem assim. “Os funcionários da Moto Honda fecharam acordo e isso estimulou a paralisação, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Em dezembro, identificamos algumas irregularidades na Sumidenso Amazônia. Desde então, estamos negociando com a diretoria, que não chegava a uma decisão. Após a paralisação, conseguimos finalmente um acordo”, explicou.

Ano eleitoral

O presidente da Aficam (Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Polo Industrial do Amazonas), Cristóvão Marques, julga que o ano eleitoral é o principal estímulo para os sindicalistas mobilizarem paralisações de funcionários nas fábricas do Distrito Industrial de Manaus. “Há muitos diretores que querem se candidatar esse ano, e isso é que os mobiliza no momento”, opinou o presidente da Aficam.
Não se sabe se a greve relâmpago afetou a produção da fábrica. O Jornal do Comércio procurou a direção da Sumidenso para ouvir o lado da empresa, mas foi informado que a organização não se pronunciaria sobre o assunto.

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