Greve gera alta de até 60% para mototaxistas

Os cinco dias de greve dos rodoviários de Manaus acabaram impulsionando o segmento de taxistas e mototaxistas. Alguns profissionais da categoria chegaram a registrar um incremento de até 60% em seu faturamento

Os cinco dias de greve dos rodoviários de Manaus acabaram impulsionando o segmento de taxistas e mototaxistas. Alguns profissionais da categoria chegaram a registrar um incremento de até 60% em seu faturamento. Para outros, o desempenho só não foi maior por conta do congestionamento da cidade.
As corridas dos mototaxistas, que sempre ficam na média de R$ 8,50, chegaram a alcançar R$ 15, principalmente para os bairros mais distantes do Centro da cidade. A greve dos ônibus também fez com que o movimento do setor atingisse um ponto de pico. Muitos profissionais tiveram que aumentar a sua jornada de trabalho, transportando pessoas até às 23 h.
De acordo com o mototaxista Ivan Abreu, o número de viagens aumentou consideravelmente na tarde de sexta-feira e se prolongou por todo o fim de semana. “No primeiro dia da greve eu cheguei a ter um faturamento superior a R$ 150. A opção para quem não tem carro e precisa voltar para casa era mesmo o mototaxi por ser mais barato e também mais rápido”, afirmou.
Ainda segundo Abreu, algumas pessoas já até se programaram para ter o transporte. “Como ninguém sabe quando tudo vai se normalizar, tem gente que está agendando com o mototaxista o horário para a viagem”, declarou.
Para o mototaxista Wellington Oliveira, a paralisação dos ônibus beneficiou toda a categoria, pois o faturamento, que em dias normais não costuma ultrapassar a marca dos R$ 100, registrou mais de R$ 150. Conforme Oliveira, os horários com maior movimento são sempre os noturnos e com a greve dos ônibus, muita gente optou pelos mototaxis.

Tráfego impossível

Já para os taxistas o movimento não teve grande diferença por conta do congestionamento nas principais vias da cidade. Alguns motoristas não conseguiram um maior número de passageiros porque, segundo eles, estava impossível trafegar pela cidade.
De acordo o taxista Manuel Silva, as condições de tráfego estava precárias. “Como a maioria dos motoristas parou nas avenidas com maior fluxo, não tinha como rodar pela cidade. Isso acabou nos prejudicando também”, enfatizou.
Silva contou que as empresas de rádio-taxi continuaram recebendo os pedidos normalmente, entretanto, estava difícil para que os motoristas chegassem ao local. “Trajetos que costumam ser feitos em apenas dez minutos passaram para sessenta ou mais”, destacou. O motorista disse acreditar que em virtude da demora a população não tenha recorrido tanto ao táxi.

Tráfego difícil torna corridas mais caras

No primeiro dia da paralisação, as corridas de táxi, que custavam em média R$ 30 chegaram a R$ 42. “Não é todo mundo que tem condições de pagar uma corrida nesse valor e com o caos que estava naquele dia, andar de táxi não era assim uma opção tão boa e nem lucrativa”, reforçou.
Segundo o taxista Valdir Mesquita, o movimento também só não foi melhor por conta do trânsito congestionado. Na avaliação de Mesquita, a greve não beneficia tanto o setor. “Não muda muita coisa porque os transportes alternativos estão todos liberados. Quem é usuário do coletivo vai optar por transportes mais baratos”, observou.
De acordo com o motorista de microônibus executivo Jonilson Matos, o movimento também alcançou uma boa rentabilidade. O valor da passagem é de R$ 3. “Só não pegamos um número maior de passageiros porque não temos tantos lugares disponíveis e também não podemos andar com a lotação ultrapassada”, finalizou Matos sem informar o número de faturamento registrado.

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