Greve encalha correspondências de empresas

Com a greve dos funcionários dos Correios, muitas pessoas, tanto físicas quanto jurídicas estão tendo problemas com o recebimento e entregas de encomendas via Sedex. A paralisação dos serviços dificulta também, entre outras coisas, os pagamentos de contas, aumentando os juros.
De acordo com a auxiliar administrativa Darliane Corrêa, a empresa em que trabalha não está recebendo grande parte das encomendas tradicionais. “Não estamos podendo enviar nem receber qualquer tipo de correspondência, e isso está prejudicando muito o nosso trabalho, pois precisamos de alguns materiais para executarmos nossos serviços diariamente”, declarou.
Ainda segundo Darliane, a empresa também necessita realizar depósitos e enviar alguns tipos de documento, como de arrecadação, por exemplo, via Sedex. A auxiliar administrativa ainda contou que já recebeu e-mail das agências de cobrança, solicitando que imprima os boletos para a quitação da dívida. “Todos os pagamentos têm um prazo determinado, mas como pagar se não estamos recebendo as faturas? O jeito mesmo é solicitar a segunda via pela internet”, comentou Darliane, ao dizer que já tentou negociar uma extensão no prazo para pagamento com algumas empresas, explicando o motivo da greve dos correios. Entretanto, muitas recusaram a proposta.
Para o sócio-proprietário da EBB Publicidade, localizada em São Paulo, Édio Boscardin, a empresa já sofreu vários impactos. “Não estamos recebendo nenhum Sedex como de costume. A solução encontrada pelas empresas que trabalham conosco é enviar os documentos necessários por avião mesmo. Os amigos de Manaus, por exemplo, já estão fazendo isso”, afirmou.
O empresário ainda contou que o envio via aérea é uma boa opção em caso de greve nos Correios, pois o serviço tem uma boa qualidade, com custo quase paralelo.
Conforme o presidente da CDLM (Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus) Azury Benzion, os problemas com entregas de boletos, faturas e demais correspondências só seriam resolvidos se uma segunda empresa pudesse tomar conta dos serviços. “O plano B seria privatizar os correios, porque todo ano passamos por essa greve, assim a população como um todo deixaria de enfrentar uma série de problemas por conta da paralisação dos funcionários”, enfatizou.

Previsão de encerramento

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Amazonas, Afonso Rufino, a previsão é de que a greve encerre na próxima quinta-feira, 24, após audiência com dirigentes. Ao todo, 27 sindicatos aderiram à paralisação para reivindicar reajuste salarial acima de 30%.

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