13 de abril de 2021

Greve e medidas do governo fragilizam PIM

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Diante do incremento de custos e da perda de vantagens comparativas, indústria já revê para baixo projeções de faturamento

Com o risco da elaboração da PDC (Política de Desenvolvimento da Competitividade) não atender as solicitações amazonenses, aliado à Reforma Tributária e à MP (Medida Provisória) dos tablets, que retira as vantagens comparativas da ZFM (Zona Franca de Manaus), os representantes industriais do Amazonas agem com cautela na hora de elaborar um acordo com as classes trabalhistas.
Segundo o presidente do Sinmen (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Materiais Eletrônicos de Manaus), Athaydes Félix, as previsões para o faturamento de US$ 40 bilhões ‘tapam os olhos’ do setor. “Muitos só veem os dólares, e esquecem de verificar qual a taxa de conversão atual”, ponderou.

Sem consenso

Embora o presidente do Sinaees/AM (Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletroeletrônicos e Similares de Manaus) e do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Wilson Périco, tenha declarado que no início desta semana haveria um consenso entre as propostas dos empresários e da classe trabalhista, ainda não se chegou a um acordo.
Félix explica que a demora acontece porque é necessário haver condições diferenciadas para as pequenas empresas, “principalmente quando as componentistas já sofrem com a concorrência chinesa e, algumas vezes, são obrigadas a equiparar seus preços”.
Mesmo com a publicação da MP do dólar, vista com bons olhos pelo setor industrial, o presidente da Aficam (Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Polo), Cristóvão Marques, argumenta que a medida não deverá resolver os problemas do segmento no Amazonas. “Essa MP é para quem investe em ações e não gera nenhum emprego”, salientou.
Em declaração anterior ao Jornal do Commercio, o próprio vice-presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Nelson Azevedo, avaliou que, apesar de representar uma esperança para o setor produtivo, era preciso analisá-la com prudência e esperar os resultados.

Honda entra em acordo para evitar nova paralisação

Em virtude da Moto Honda da Amazônia ser responsável por uma fatia de 11,70% das cifras de exportação do Estado (US$ 416.65 milhões), segundo dados do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), o único acordo com os metalúrgicos foi estabelecido pela própria empresa, na tentativa de impedir a realização de mais uma paralisação nesta semana, segundo o funcionário e também diretor do Sindmetal/AM (Sindicato dos Metalúrgicos do Estado do Amazonas), Sidney Oliveira.
O representante detalha que haverá um reajuste de 9,5%. Mesmo tendo assegurado que os funcionários só voltariam ao trabalho com um acordo a partir de 10%, Oliveira comenta que o valor foi acatado devido à inclusão do abono salarial na ordem de 6,5%.

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