Greve dos urbanitários é tímida em Manaus

Cerca de 250 funcionários da Eletrobras Amazonas Energia paralisaram suas atividades em apoio ao ato grevista do Comando Nacional dos Eletricitários. O grupo permaneceu em frente a sede da empresa na manhã de segunda-feira (15), localizada na avenida Sete de Setembro, área Central da cidade de Manaus.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas do Estado do Amazonas, José Borges as principais reivindicações são para um reajuste justo para a categoria, que está próxima da data-base para negociação do dissídio coletivo da categoria e também para anulação do artigo 37 que autoriza a contratação de funcionários comissionados em empresas estatais. “Nós temos profissionais já contratrados e que estão devidamente preparados para assumir qualquer função ou cargo dentro da categoria, e também porque esse artigo só traz prejuízo para a empresa e para o governo. São assessores que entram com salários absurdos”, disse.

Aumento do PCR

Os profissionais também reivindicam revisão e melhorias no PCR (Plano de Cargos e Remuneração) e o repasse de 6,49% do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), medidor da inflação oficial do país, para o salário base dos funcionários.
José Borges ainda informou que as contratações ocorrem nas áreas: administrativa, financeira, geração e distribuição do setor elétrico. E que os eletricitários de Manacapuru, Iranduba, Itacoatiara e do distrito de Balbina também participam da paralisação. “A expectativa do sindicato é que aproximadamente 600 pessoas participem do movimento”, disse o sindicalista.
A ideia do sindicato era paralisar o maior número de municípios amazonenses possíveis, mas o presidente aponta a logística regional como fator impeditivo. O grupo permaneceu na frente da sede da Eletrobras Amazonas Energia até o início da tarde de segunda-feira (15).
Para o engenheiro de manutenção elétrica, Edney Martins, a contratação de comissionados é um retrocesso. “Há um aval do governo para tentar tirar direitos e conquistas adquiridas ao longo da história pelo setor elétrico. Geralmente, esses comissionados vêm do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e ganham salários acima de R$ 25 mil. O ideal seria realizar mais concursos públicos”.

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