Greve às vésperas do aniversário

Servidores da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) vão cruzar os braços por tempo indeterminado a partir do dia 19 de fevereiro. A decisão foi anunciada pelo presidente do Sindframa (Sindicato dos Funcionários da Suframa), Stênio Ferreira Borges, após assembleia geral dos servidores, que foi realizada na manhã de ontem (5).
Ao todo, cerca de 400 funcionários poderão paralisar as atividades, sendo 250 alocados em Manaus e mais 150 distribuídos pelas unidades descentralizadas da Suframa – sediadas nas cidades de Macapá, Porto Velho, Rio Branco e Boa Vista.
A data da paralisação foi definida com duas semanas de antecedência para que haja tempo suficiente de comunicar oficialmente todos os envolvidos (governos, prefeituras, entidades de classe patronais) e coincide com as comemorações de 47 da autarquia – que acontecem no próximo dia 28.
Além do aniversário, outras questões colocam a Suframa no centro dos debates políticos em 2014 como eleições presidenciais e estaduais, concurso público em andamento, prorrogação do modelo em discussão em jogo. Diante deste cenário, e considerando a importância da autarquia para a economia do Estado, Stênio Ferreira acredita em uma rápida negociação para resolver o impasse.
“A administração e pessoas que mantinham contato com a gente se omitiram de repente. E nós chegamos ao nosso limite. Se nos convidarem para uma negociação a gente aborta a greve; se não houver abertura vamos até onde der. Mas acredito que esta é uma questão muito séria e por isso não deve tomar grandes proporções. Acreditamos em uma negociação rápida”, avaliou o sindicalista.
A principal reivindicação dos servidores da Suframa é com relação aos salários. Desde 2009 eles estão tentando, sem sucesso, ajustar o plano de cargos e salários. Além disso, há também cobranças por uma maior atenção em relação às unidades descentralizadas, por um sistema de restaurante para os trabalhadores e reclamações em relação à falta de diálogos entre a superintendência e sindicato.
“Não existe diálogo. Se houvesse diálogo entre os servidores e a administração nós não teríamos chegado a essa decisão”.
Procurada pelo Jornal do Commercio, a Suframa informou, por meio de assessoria, que “a superintendência ainda aguarda a comunicação oficial do Sindicato sobre o assunto” para se pronunciar. Ao mesmo tempo, negou a falta de abertura, lembrando que, na paralisação do ano passado, o superintendente se manifestou dizendo que: “Respeito a autonomia das organizações sindicais e não me cabe discutir suas decisões. No entanto, é preciso esclarecer que o canal de diálogo está aberto”.
Em caso de paralisação total da Suframa, serão interrompidos também os serviços de liberação de insumos para a indústria e de mercadorias para o comércio.

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