Greve afeta indústrias do PIM

Apesar de diversas empresas do PIM (Polo Industrial de Manaus) ter concedido férias coletivas aos seus colaboradores , entre efetivos, temporários e terceirizados neste mês de julho, a expectativa de uma eminente paralisação dos transportes públicos, serviços bancários, dentre outros sindicatos representantes dos trabalhadores, preocupa o andamento das atividades industriais desempenhadas pelos diversos setores ligados à indústria em geral.
O PIM conta com mais de 115 mil trabalhadores nas fábricas segundo dados dos Indicadores de Desempenho da Suframa de maio, que podem vir a sofrer consequências diante da greve articulada pela CUT (Central Única dos Trabalhadores). De acordo com o Sindmetal (Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas), todos os trabalhadores do PIM estão sendo convocados a aderir a esta paralisação. “A ideia é tentar conseguir a adesão do máximo possível de trabalhadores, pois se trata de um movimento nacional em defesa da melhoria das condições de trabalho e social de todos os companheiros trabalhadores”, falou o assessor do Sindmetal, George Curcio.

Fieam

O presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antonio Silva reitera o respeito e apoio pela movimentação ordeira e pacífica promovida pelos sindicatos de trabalhadores. Mas, registra a preocupação da entidade com atos que venham a prejudicar o andamento das indústrias instaladas no PIM (Polo Industrial de Manaus), e das indústrias de forma geral, por ser o principal fator de geração de emprego e renda da região. “Nós temos que ter essa movimentação popular, desde que seja ordeira, ordenada e organizada da forma que não venha a mexer com a economia, nem com as indústrias para que não afete o processo industrial, propriamente dito”, alerta.
Segundo Antonio Silva, “este é um momento de repensar o movimento brasileiro como um todo e isso eu na qualidade de presidente da federação apoio fortemente”. Quanto às empresas que estão de férias coletivas, ele acredita que também podem vir a ser afetadas, caso ocorra vandalismo e depredação do patrimônio físico e público ao redor. “Todo o movimento tem que ser ordenado e organizado para que não tenhamos percalços na atividade industrial como um todo. Danos ao patrimônio não terá o respaldo dessa federação, porque não apoiamos nem admitimos qualquer ato de vandalismo”, frisou.
De acordo com o presidente da Fieam, Antonio Silva o sindicato dos trabalhadores não procuraram conversar com a federação, mas a preocupação com a continuidade do andamento da atividade industrial no PIM é prioritária. “Essa é uma movimentação que diz respeito a eles, e nós temos só uma observação: para que continuemos naquela filosofia de fazer o melhor pelo país desde que seja através de um movimento ordeiro, pacífico e organizado para evitar qualquer prejuízo a nossa atividade industrial, quando eu falo prejuízo é para a classe trabalhadora como um todo”, sinalizou.

Aficam

Presidente da Aficam (Associação dos Fabricantes de Insumos e Componentes do Amazonas), Cristovão Marques tem ciência das articulações para paralisação dos transportes públicos e serviços bancários que deverão prejudicar a população. Quanto ao PIM ele observou que várias fábricas concederam férias coletivas, mas que poderão sofrer caso ocorra atos de vandalismo. “Muitas fábricas estão de férias coletivas, a Honda é uma delas, e alguns fornecedores de insumos também estão de férias e não vão fazer parte de greve nenhuma. Eles podem queimar pneus, interditar vias e prejudicar o Distrito Industrial nesse sentido”, alertou.

Rodoviários

Cerca de sete mil rodoviários, que integram o sistema de transporte coletivo em Manaus, devem aderir ao movimento “Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações”, segundo o presidente do STTRM (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus), Givanci Oliveira ao afirmar que aguardou por uma definição da Prefeitura de Manaus, sobre as reivindicações da categoria. “A direção do sindicato vem há seis meses conversando com o prefeito Arthur Neto informando todos os problemas existentes no transporte coletivo, começando pela abertura da ‘caixa preta’ do sistema de transporte público de Manaus”, disse Oliveira na terça-feira (9).

Prefeito não vê ‘clima’ para greve geral

O prefeito de Manaus, Arthur Neto informou que está ciente da situação. “Eu tenho expectativa de que não aconteça uma paralisação geral dos transportes públicos. Eu não vejo clima para que isso possa ocorrer já que nos reunimos com os empresários e com o sindicato dos rodoviários”, garantiu. Eles verificaram primeiro a legalidade, mas se tomaram todas as providências, fica descartada uma paralisação geral. “Não se pode paralisar um sistema de transporte público por inteiro, que atende mais de um milhão de usuários na cidade de Manaus”, disse.
Arthur Neto manteve aberto diálogo com rodoviários para evitar possíveis prejuízos provocados pela paralisação geral, prevista para acontecer hoje, quinta-feira (11). Do outro lado, o STTRM prometeu adesão parcial à paralisação e garantiu 30% apenas do trabalho realizado pela categoria. Nesse momento, o prefeito aguarda o parecer do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) que trata da legalidade de uma greve geral dos rodoviários. Todos os setores da prefeitura, como escolas, postos de saúde e de atendimento ao consumidor, estarão funcionando normalmente nesta quinta-feira, garantiu o prefeito de Manaus.

UGT-AM

A UGT-AM (União Geral dos Trabalhadores do Amazonas) coordenou a mobilização de 28 sindicatos filiados ao movimento. Chamar atenção do governo federal, do congresso nacional e da sociedade, para as dificuldades financeiras enfrentadas pelos trabalhadores amazonenses figura como principal objetivo da manifestação dos trabalhadores com relação às políticas públicas adotadas nos últimos dez anos pelo governo petista do ex-presidente Lula e da presidente Dilma Rousseff.

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