Gradiente vende unidade no PIM para Moto Honda

A Gradiente negocia a venda de uma unidade de produção na Zona Franca de Manaus para a Moto Honda da Amazônia. A fabricante de motocicletas, que deve ampliar em quase 20% a produção neste ano, chegando a 1,350 milhão de unidades, confirma que está em negociações para adquirir uma das fábricas da Gradiente. Fontes do mercado dizem, no entanto, que a transação já teria sido concluída há um mês. A Gradiente disse que desconhece a transação e que não comenta o assunto.
De acordo com a secretária de Mulheres do Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas, Rose Matos, nos meses de junho e julho, a Gradiente demitiu quase a metade dos trabalhadores das áreas de produção e administrativa em Manaus. Nesses dois meses, foram cortados 300 funcionários. Hoje a empresa emprega 344 trabalhadores no PIM (Pólo Industrial de Manaus).
Nesta semana, mais curta por causa dos feriados de 5 e 7 de setembro, os funcionários da Gradiente vão ficar em casa os sete dias, contou Rose. Nestas segunda e terça-feira, os trabalhadores da empresa não tiveram expediente por causa da falta de componentes para montar os aparelhos eletroeletrônicos, explicou a secretária do sindicato.

Buscando estabilidade

A venda de uma das unidades da Gradiente é mais um esforço da empresa para equilibrar suas contas e reduzir a sua dívida. Na semana passada, a indústria confirmou a venda da marca Philco, adquirida em agosto de 2005 do Grupo Itautec por R$ 60 milhões, para um fundo de investidores estrangeiros com capital chinês. O valor do negócio informado pela companhia foi de R$ 22 milhões.
No mês passado, a Gradiente teve de suspender parcialmente a produção de TVs em Manaus por problemas financeiros. Dados do balanço publicado em dezembro de 2006 mostram que a empresa teve um prejuízo de R$ 114,48 milhões. No ano passado, a receita líquida da companhia foi de R$ 1,381 bilhão.
Em entrevista concedida ao Grupo Estado há pouco mais de 20 dias sobre as dificuldades enfrentadas pela companhia, o vice-presidente, Eugênio Staub Filho, disse que a empresa planejava vender ativos. Segundo ele, a Gradiente comprou muitos bens nos últimos anos. E agora”visando a adequação deste acervo às suas necessidades operacionais, iniciou no começo do ano um programa de redução e venda de ativos excedentes, que incluem principalmente, imóveis”.

Originalmente, a unidade industrial negociada para a Moto Honda é a antiga fábrica da Telefunken, que foi adquirida no passado pela Gradiente. Hoje a linha de produção da Gradiente ocupa as instalações da fábrica da Philco. A terceira unidades de produção da Gradiente na Zona Franca de Manaus está alugada para o Instituto Genius e a americana Jabil, que monta os circuitos integrados.
Além de transformar os ativos em dinheiro, a Gradiente está enxugando custos. A empresa informa que na sexta-feira demitiu 5% do seu quadro de pessoal de 1.700 funcionários entre a fábrica em Manaus e o corpo administrativo que fica em São Paulo Isso corresponde a um corte de 85 funcionários.
Fontes do mercado sinalizam com uma redução maior no número de trabalhadores. Só numa das unidades responsáveis pelo serviço de calcenter e atendimento ao consumidor que funciona em São Paulo, na região da avenida Paulista, teriam sido cortadas 120 pessoas na última sexta-feira.

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