Gradiente retoma produção de televisores CRT após 20 dias

A Gradiente Eletrônica vai retomar na próxima segunda-feira a produção de televisores com tubo de imagem no PIM (Pólo Industrial de Manaus), que está paralisada desde o fim de julho. De acordo com matéria publicada ontem pelo jornal O Estado de São Paulo, a direção da empresa atribuiu a suspensão de parte das operações a uma situação geral de mercado.
Fontes ligadas à Gradiente informaram ao jornal paulista que um dos motivos da paralisação foi a falta de matéria-prima por causa de dívidas com fornecedores de componentes, entre os quais estaria a Samsung SDI, que fabrica tubos de imagem. A assessoria de imprensa da Gradiente confirmou ontem as informações veiculadas pelo Estado e afirmou que, com o retorno da produção de TVs CRT (tubo de raios catódicos), 266 funcionários que estavam em casa cumprindo banco de horas vão retornar à fábrica na próxima segunda. Do total de colaboradores que receberam dispensa de 20 dias, 150 trabalham na linha de montagem de televisores com cinescópio e 116 na unidade de plásticos que abastece essa linha.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Estado do Amazonas, Valdemir Santana, o número de trabalhadores que cumpriram banco de horas foi bem maior que o divulgado pela empresa. “Na última terça-feira, a Gradiente nos informou que cem pessoas retornariam às atividades hoje (ontem) e outras 450 voltariam a trabalhar na segunda-feira, quando a produção da empresa vai se normalizar. Ao todo, 550 trabalhadores das linhas de televisores, celulares e áudio ficaram sem ir à fábrica”, enfatizou.

Conforme Santana, a Gradiente interrompeu parte de sua produção porque estava negociando o preço da matéria-prima com os fornecedores. A dificuldade enfrentada pela empresa foi uma das ‘dores de cabeça’ da indústria local de televisores neste ano, que exerceram influência direta na retração comercial de 15,80% experimentada pelo setor eletroeletrônico no primeiro semestre, em relação ao mesmo período de 2006.
No caso específico dos televisores CRT, a produção das fabricantes reduziu de 6,78 milhões de aparelhos na primeira metade do ano passado para o volume de 4,99 milhões de unidades até junho deste ano, uma retração de 26,42%. Por outro lado, a produção de TVs com tela de cristal líquido cresceu 238,19% no mesmo período, o que revela a evolução tecnológica da indústria e o novo objeto de consumo dos brasileiros.
Para o presidente do Sinaees (Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares de Manaus), Wilson Périco, a paralisação da Gradiente foi também uma estratégia da empresa para reduzir o nível de estoque de produto acabado, que está elevado em algumas indústrias de eletroeletrônicos do Pólo Industrial de Manaus.
“Um alto nível de estoque de produto pronto significa um capital investido que fica parado e não é revertido em forma de recursos para a empresa”, explicou o dirigente.

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