3 de julho de 2022
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Governo registra primeiro déficit primário em 2008

O déficit primário do Governo Central, em novembro deste ano, foi de R$ 4,3 bilhões de acordo com informações divulgadas pela Secretaria do Tesouro Nacional

O déficit primário do Governo Central, em novembro deste ano, foi de R$ 4,3 bilhões de acordo com informações divulgadas pela Secretaria do Tesouro Nacional.
Foi o primeiro déficit neste ano e o maior já registrado pelo país, para o mês de novembro, desde o início da série histórica, em 1997. O resultado primário das contas públicas é a diferença entre as receitas e as despesas – exceto os gastos com os juros da dívida.
No acumulado do ano, no entanto, o resultado primário do governo atingiu R$ 91,5 bilhões, acima da meta para 2008 de R$ 77 bilhões. Esse resultado inclui os R$ 14,2 bilhões que servirão para compor o Fundo Soberano.
O Governo Central é formado pela União, pela Previdência Social e pelo Banco Central. Apesar do déficit, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, considerou que se trata de um resultado positivo, considerando, segundo ele, que o ano será fechado com um superávit primário bem superior ao ano de 2007. “Não há nenhuma frustração”, disse o secretário. “O resultado desse ano é inclusive bem superior a meta do ano de 2008 e representa a continuidade de uma situação fiscal muito sólida”, disse o secretário.
De acordo com o secretário, o déficit de novembro se deve às compensações pagas no mês passado aos estados, referentes à Lei Kandir. Ele informou que o pagamento somou R$ 732 milhões. O governo contabilizou ainda, de acordo com o secretário, uma despesa no mês de novembro de R$ 2,4 bilhões, em função da mudança de data do pagamento dos benefícios da Previdência.
Ao divulgar o resultado do mês de novembro, Arno Augustin, disse que não demorará muito para o Brasil voltar a fazer emissões de papéis no mercado internacional. No entanto, ele ressaltou que é necessário deixar passar um pouco a crise financeira.
O secretário considerou que o pais não tem necessidade de captar recursos internacionais com o objetivo de rolagem da dívida e que, portanto, pode esperar para quando o cenário internacional estiver mais estável.
“O nosso programa de captação externa é voltado para a melhoria do perfil da nossa dívida externa e também para estabelecer um parâmetro para que as próprias empresas possam fazer captações internacionais”, afirmou Augustin.

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