Governo propõe maior participação no PNLT

O governo do Rio de Janeiro vai propor ao Ministério dos Transportes ampliar a participação do Estado no PNLT (Plano Nacional de Logística e Transporte), que vem sendo elaborado desde o ano passado para nortear investimentos públicos e privados capazes de desenvolver a infra-estrutura nacional do setor nos próximos 15 anos.
O diagnóstico será utilizado também para orientar as melhorias a serem implementadas na área pelo PAC (Plano de Aceleração do Crescimento).
A versão preliminar PNLT, apresentada na segunda-feira na capital fluminense, recomenda investimentos no Rio de Janeiro em obras como a conclusão do arco rodoviário metropolitano e a ampliação do Porto de Sepetiba, no sul do Estado.
Para o subsecretário de Transportes do Estado do Rio de Janeiro, Delmo Pinho, no entanto, o plano deixou de incluir prioridades estratégicas como investimentos no Aeroporto Internacional do Galeão e no Porto do Rio de Janeiro que com poucos recursos poderiam resolver “gargalos” no transporte de cargas e de passageiros em toda a região sudeste. Segundo ele, hoje o Galeão utiliza somente 60% da capacidade do terminal de passageiros e 30% do terminal de cargas.

“O Galeão é o maior aeroporto da América do Sul, com apenas uma pequena reforma terminal de passageiros, que não ultrapassa R$ 30 milhões, tem capacidade de absorver com tranqüilidade o excesso de demanda que hoje está no aeroporto de Congonhas”, afirmou.
No caso do Porto do Rio a ociosidade do terminal de containers chega a 60%. “Sem fazer praticamente investimento nenhum ele poderia mais que dobrar sua movimentação de carga a curtíssimo prazo”, argumentou Pinho.
De acordo com o subsecretário, os dados econômicos de 2002 utilizados para a montagem do PNLT não avaliam com propriedade os cenários futuros do Estado, pois não incluem uma série de empreendimentos recentes como a implantação do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, em São Gonçalo, na região metropolitana. Ele defendeu ainda que a infra-estrutura existente em cada Estado, seja levada em conta ao distribuir a previsão nacional de investimentos para potencializar os recursos.

Apreciação do planejamento

O secretário de Política Nacional de Transportes, do Ministério dos Transportes, Marcelo Perrupato, informou que as sugestões do governo fluminense serão avaliadas, uma vez que o PNLT só será concluído em meados de novembro depois que todos os Estados tiverem apreciado o planejamento e apontado alterações pertinentes.
“O plano não incluiu algumas visões mais recentes aqui da economia do Estado do Rio, mas o que vamos fazer é exatamente é tentar antever problemas para que eles não ocorram. A gente não quer que o transporte seja obstáculo ao desenvolvimento sócio-econômico do país e dos estados, mas que ele seja indutor desse processo de desenvolvimento”, destacou Perrupato.

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