10 de agosto de 2022
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Governo Lula tem aprovação até da oposição

Manaus recebeu na última sexta-feira a visita do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que veio a capital para agradecer ao povo do Amazonas o prestígio e a maior quantidade de votos proporcionais nas duas eleições a que concorreu

Manaus recebeu na última sexta-feira a visita do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que veio a capital para agradecer ao povo do Amazonas o prestígio e a maior quantidade de votos proporcionais nas duas eleições a que concorreu ao maior cargo da política do país e saiu vencedor.
Para uma avaliação dos oito anos de mandato do presidente, o Jornal do Commercio convidou duas grandes personalidades da política do Estado (para representar base aliada e de oposição), os deputados estaduais Sinésio Campos (PT) e Luiz Castro (PPS), que fizeram suas avaliações sobre a atuação do governo Lula no Amazonas. Apesar de algumas críticas pontuais, até mesmo a oposição reconhece: governo Lula foi bom para o nosso Estado.

Jornal do Commercio – Qual a maior contribuição feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante os 8 anos de mandato para o Amazonas?

Sinésio Campos –
Foram três grande projetos realizados no Estado. A ponte sobre o Rio Negro é o carro chefe, seguida do programa Luz para Todos e a Prorrogação da Zona Franca de Manaus. Isso demonstra a grande parceria entre o governo do Estado e o presidente: é uma relação de gratidão mútua. O Amazonas foi o Estado que rendeu ao Lula a maior votação proporcional nas duas eleições em que concorreu à presidência e saiu vencedor. O reconhecimento se repetiu agora com a eleição da presidente Dilma Roussef, o que demarca a continuidade positiva na relação da presidência com o Estado. Mas não foi apenas por esse motivo que o presidente apostou no Estado. O Amazonas é de suma importância para o desenvolvimento do país como um todo, através do Polo Industrial e tantas outras potencialidades. A obra da ponte sobre o Rio Negro além de consolidar a Região Metropolitana, simboliza o crescimento socioeconômico do maior Estado do Norte. Ela liga municípios do Madeira e do Alto Rio Negro, que por meio dela vão poder escoar com mais rapidez suas produções, o que consequentemente impulsionará o projeto Zona Franca Verde. O Programa Luz para Todos tirou e ainda vai tirar inúmeras comunidades do interior da total escuridão. Ele gera oportunidade econômica, juntamente com a melhoria na saúde e educação. Na prorrogação da Zona Franca deu tranquilidade não só aos trabalhadores do PIM, mais também aos proprietários de indústrias e empresas aqui instaladas. Agora com a continuidade do governo de Dilma lutaremos pela perenização deste projeto de sucesso.

Jornal do Commercio – Qual a maior contribuição feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante os 8 anos de mandato para o Amazonas?

Luiz Castro – Não podemos negar a importância da administração do presidente Lula para o Amazonas, ele contribui de forma positiva para o crescimento do Estado. Contudo, acredito que em alguns momentos de seu governo, principalmente nos últimos quatro anos, houve uma substancial falta de diálogo político. Algumas falhas do governo são evidentes, principalmente no que diz respeito à geração e distribuição de energia elétrica na capital. Acredito que faltou priorizar os investimentos e melhorar a gestão da empresa, que presta para a população um serviço sem qualidade. Outro fator negativo, está sendo a demora no funcionamento do Gasoduto Coari-Manaus, que ainda não foi interligado aos municípios pelo qual passa. Ressalto também que muitos dos investimentos feitos em obras no Estado tiveram origem não dos cofres do governo, mais por meio de convênios do governo estadual com bancos e setor privado. O INSS (Instituto Nacional de Previdência Social) no interior não demonstrou grandes avanços, mantendo-se quase que inoperante. Isso dificulta o acesso à seguridade por parte da população que não reside na cidade. No entanto, o governo de Lula acertou em projetos como o “Terra Legal”, que visa a regularização fundiária no país e que promete resolver inúmeros problemas relacionados à ocupação desordenada de terras. A agricultura familiar foi outro acerto, o projeto auxilia a população interiorana a se fixar em seus lugares de origem, evitando um inchaço nas cidades, tendo a possibilidade de utilizar seu próprio chão como forma de sustentabilidade.

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