Governo italiano quer ampliar relação comercial com Brasil

A Itália está interessada em comprar, anualmente, do Brasil até 200 mil cabeças de terneros –gado vivos com idade entre 6 e 13 meses– a partir de 2008. Esse foi o principal assunto da visita, dessa quarta-feira, da comitiva chefiada pelo ministro da Agricultura italiano, Pao­lo Di Castro, ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, Reinhold Stephanes.

Além da compra dos bezerros brasileiros, o ministro italiano manifestou interesse em ampliar o intercâmbio comercial entre os dois países.

A comitiva italiana visitou na última quarta-feira, em Lages (SC), propriedades criadoras que poderão exportar terneros para a Itália. Na ocasião, foi inaugurado o programa de identificação bovina que per­­­mi­­te rastrear o gado por meio de brincos colocados nos animais. O Estado de San­­ta Catarina é considerado livre de febre aftosa sem vacina­­­ção pela OIE (Organização Mundial de Saúde Animal). Há dez anos o Estado não registra nenhum caso da doença.

Além de demonstrar interesse pela carne brasileira, Di Castro afirmou que seu país quer ajudar o Brasil a abrir o mercado da União Européia para os produtos agrícolas brasileiros. Para isso, o ministro italiano solicitou a Stephanes um posicionamento favorável ao estreitamento da parceria com a Itália. “Nós gostaríamos de ser um ponto de referência para o Brasil na União Européia. Se nós importarmos o gado brasileiro, estaremos reconhecendo a qua­­­lidade da carne do Brasil”,­ disse Paolo Di Castro.

Segundo Reinhold Stephanes, Di Castro propôs que o Brasil e a Itália sejam aliados, não só pela cultura e história, mas também comercialmente. A balança comercial entre os dois países é totalmente favorável ao Brasil. “A Itália foi o quinto mercado das exportações do agronegócio brasileiro em 2006. Enquanto nós ex­­­portamos US$ 2.1 bilhões no ano passado, a Itália vendeu ao Brasil US$ 165 milhões de produtos”, disse o ministro.

“A Itália precisa de carne­­­ e hoje está muito presa a poucos fornecedores. Dentro dessa idéia de mão dupla, nós poderemos contar com a ajuda da Itália para uma melhor condição no mercado europeu, co­­­mo também o Brasil poderá abrir seu mercado para a Itália”, explicou Stephanes.

As propostas feitas pelo ministro italiano serão avaliadas pelo governo brasileiro, para que, até a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Itália, programada para abril do ano que vem, as intenções sejam pautadas em protocolos de entendimento a serem assinados entre os dois países.

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