Governo investe R$ 7,89 milhões em programa para o Amazonas

O programa florestal lançado pelo governo para o Amazonas começou a ser desenvolvido neste mês e vai se estender até dezembro de 2011. O projeto está orçado em R$ 7,89 milhões e visa atender pequenos produtores florestais do Estado.
As ações do novo programa (madeireiro/não-madeireiro) é que estão norteando todas as atividades do Idam (Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável), por meio da Ditef (Diretoria de Assistência Técnica e Extensão Florestal) e do Datef (Departamento de Assistência Técnica e Extensão Florestal ).
O objetivo do projeto é dinamizar o arranjo produtivo florestal de base madeireira e não-madeireira, propiciando a produção florestal em bases sustentáveis.
O programa florestal estadual requer a utilização de técnicas de planejamento técnico-econômico-ecológico, e estabelece as diretrizes básicas para o manejo dos recursos florestais do Estado. A produção florestal madeireira se tornou uma referência nacional.

Referência em planos de manejo

A atividade florestal vem apresentando o governo do Amazonas como o detentor do maior programa de apoio ao manejo de florestas naturais do país, direcionados a pequenos produtores. Só no período de 2003 a 2006, por exemplo, foram elaborados 698 PMFMPE (Planos de Manejo Florestal Madeireiro em Pequena Escala) –áreas com até 500 hectares). Atualmente, este volume representa a possibilidade de produção anual de 139.806,40 m³ de madeira.
Segundo o chefe de Departamento de Assistência Técnica e Extensão Florestal, Sérgio Gonçalves, em 2006, foram elaborados aproximadamente 198 planos de manejo nas mesorregiões do Alto Solimões, Calhas do Madeira e Juruá e região do gasoduto Coari-Manaus. Também foram realizados 35 treinamentos em manejo florestal para 925 participantes. Ele disse ainda que, as atividades de incentivo à cadeia produtiva da madeira já estão sendo desenvolvidas em 34 municípios. Só este ano foram monitorados 56 PMFSPE na região do Alto Solimões e Juruá, sendo detectadas 83 novas áreas potenciais para a implantação de novos planos de manejo ainda em 2007.
A atividade madeireira legalizada gera, atualmente, no Amazonas, mais de 8.000 empregos (diretos e indiretos) para pequenos produtores em potencial na safra da madeira. A renda bruta média das famílias envolvidas na atividade pode chegar a R$ 22,16 mil por plano de manejo.
Além da assistência técnica, o Idam atua como intermediário nos acordos para comercialização de produtos madeireiros no Estado e apoio à disseminação da certificação florestal para a cadeia produtiva no Amazonas.
No que se refere à produção florestal não-madeireira, a produção de Borracha Natural é considerada a atividade mais tradicional da região amazônica.
A extração ganhou novo impulso a partir do atual governo do Estado que, além de intensificar o investimento para desenvolver a atividade, aumentou o valor pago a título de subsídio para os seringueiros, o que vem possibilitando o crescimento da produção e a retomada de usinas de beneficiamento que havia sido desativada. Já a castanha-do-brasil, um dos produtos mais característicos da região amazônica está colocando o Amazonas entre os maiores pólos produtivos do mundo.
Com o programa de Boas Práticas de Manejo da Castanha, implementado pelo governo do Estado, para diversos municípios do Amazonas, os pequenos produtores estão conseguindo manter suas safras livres da contaminação por Aflatoxina (fungo que vinha atingindo as safras da castanha no Brasil inteiro, prejudicando a exportação do produto).
No que se refere a produção de óleos vegetais, em 2006, a atividade passou a ser desenvolvida em dez municípios, beneficiando mais de 700 famílias.
A produção gira em torno de 60 toneladas de óleos, com a instalação das novas mini-usinas de extração em municípios como Carauari, Presidente Figueiredo e Lábrea que já estão em funcionamento, além de Juruá e Itamaraty cujas usinas estão em fase de construção.

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