Governo investe R$ 34 bilhões nas exportações

Ampliar em dois anos a participação das exportações brasileiras, de 1,17%, para 1,25% das exportações mundiais e aumentar em 10% o número de micro e pequenas exportadoras. Para apoiar o alcance dessas metas, o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) apresentou, na última semana, em coletiva de imprensa, a ‘Estratégia Brasileira de Exportação’.
As duas metas integram a PDP (Política de Desenvolvimento Produtivo), lançada em maio deste ano pelo governo federal, que apontou alguns dos desafios para a manutenção do crescimento das exportações brasileiras. Essa é a primeira estratégia voltada para a promoção da exportação criada pelo atual governo e é também a primeira com o objetivo de aumentar o número de micro e pequenas empresas na área de comércio exterior.
Atingir uma participação de 1,25% nas exportações mundiais equivale a exportar US$ 208.8 bilhões em 2010. Isso vai requerer um crescimento médio anual das exportações brasileiras de 9,1%, entre 2007 e 2010. Para alcançar a segunda meta, será necessário ampliar a base exportadora brasileira em mais de 1,1 mil pequenas empresas.
“Quando falamos em ampliar de 1,17% para 1,25%, é possível que achem o número baixo. Mas, na verdade, estamos sendo audaciosos. Hoje, a participação brasileira no mercado externo é um pouco superior a 1%, o que já deixa o Brasil entre os 30 maiores exportadores mundiais”, explicou o secretário-executivo do Mdic, Ivan Ramalho.

Estratégia de crescimento

A ‘Estratégia Brasileira de Exportação’ foi desenvolvida pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior) do Mdic, em parceria com o Sebrae e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos), com apoio dos demais órgãos do governo federal que também atuam direta e indiretamente no comércio exterior brasileiro.

Mapeamento das ações

O levantamento mapeia as ações que estão sendo desenvolvidas pelo governo e, entre elas, identifica quais terão maior impacto sobre o comércio exterior. O mapeamento elege prioridades, articula atividades de diferentes órgãos e propõe ações que fortaleçam a competitividade externa brasileira.

Cinco macroobjetivos sustentam execução da estratégia de crescimento

A execução dessa estratégia está sustentada em cinco macroobjetivos que, em seu conjunto, contribuirão para a obtenção das metas indicadas. São eles: aumentar a competitividade da base exportadora brasileira; agregar valor às exportações; aumentar a base exportadora; ampliar o acesso a mercados e incrementar as exportações de serviços. Para a execução desses objetivos, o governo e demais instituições parceiras, como o Sebrae, irão investir um montante de R$ 34 bilhões.
“Nós do Sebrae estamos contentes e confiantes com essa estratégia que está sendo lançada. A partir do momento que oferecemos conhecimento, diminuímos a burocracia, ampliamos o acesso ao crédito para a internacionalização das micro e pequenas empresas, o Sebrae só tem a comemorar”, disse o presidente da instituição, Paulo Okamotto.
De acordo com Okamotto, são poucas as micro e pequenas empresas que exportam, um total de 11 mil, totalizando US$ 250 mil ao ano. “Queremos aumentar esse número e também aumentar o valor agregado do que é exportado. Se fortalecermos as micro e pequenas empresas para o mercado externo, garantiremos também o mercado interno, já que teremos mais profundidade, mais qualidade, mais emprego e renda para o país”, disse.
O diretor-técnico do Sebrae, Luiz Carlos Barboza, informou que é possível, nos próximos anos, atender mais de 1,1 mil micro e pequenas empresas. Para isso Barboza explicou que o Sebrae irá intensificar a capacitação e promoção das micro e pequenas empresas. “Estamos prevendo gastar cerca de R$ 20 a R$ 30 mil com cada micro e pequena empresa”, afirmou.
Para a gerente da Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae, Raissa Rossiter, a estratégia lançada vem ao encontro das soluções de três grandes gargalos enfrentados pelas micro e pequenas empresas. São eles: excesso de fragmentação do serviço de orientação; falta de acesso ao crédito, principalmente, por falta de informação; repasse de informação de forma complexa.
“Para tentar amenizar o efeito desses gargalos, o Sebrae deverá lançar, até o fim deste ano, o Programa de Internacionalização das Micro e Pequenas Empresas.
Esse programa vai atuar com duas vertentes: intensificar o apoio às micro e pequenas empresas que desde 2003 fizeram alguma exportação e fortalecer parceria com outras instituições, tanto no âmbito nacional quanto na área estadual”.

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