17 de agosto de 2022
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Governo ignorou previsão de terremoto na Itália, diz jornal

O pesquisador Giampaolo Giuliani, do Laboratório Nacional de Gran Sasso, alertou às autoridades há algumas semanas que um grande terremoto atingiria a região italiana de Abruzzo no último dia 29 de março

O pesquisador Giampaolo Giuliani, do Laboratório Nacional de Gran Sasso, alertou às autoridades há algumas semanas que um grande terremoto atingiria a região italiana de Abruzzo no último dia 29 de março. O chefe da Proteção Civil, Guido Bertolaso, rejeitou o alerta e criticou “que se divertem divulgando notícias falsas”. A informação foi publicada pelo jornal italiano “Corriere della Sera”, na segunda-feira, horas após um tremor de 6,3 graus na escala Richter atingir a região e deixa maid e 90 mortos.
Segundo a publicação, Giuliani foi denunciado por alarme falso e Bertolaso reiterou que “todos sabem que não se pode prever terremotos”.
“Não é verdade, nós o previmos”, rebateu Giuliani, após a confirmação do terremoto que atingiu L’Aquila às 3h32 desta segunda-feira -22h32 do domingo, dia 5, no horário de Brasília. “É possível que me punam amanhã, mas eu confirmo, não é verdade. É falso que não se pode prever terremotos”, completou.
Giuliani afirmou ao jornal, na segunda-feira, que os pesquisadores do laboratório trabalham há dez anos para prever eventos como terremotos desta escala que devem acontecer a uma distância de 100 quilômetros a 150 quilômetros do centro.
“Há três dias, vimos um forte aumento no nível de radônio (um gás radioativo derivado do urânio no solo), de fora da região de segurança. E este aumento significa um forte terremoto”, disse o pesquisador. “(O terremoto) podia ser visto (na madrugada de ontem, segunda-feira) se alguém tivesse ido trabalhar ou estivesse preocupado”.
Ainda segundo o jornal, um terremoto efetivamente atingiu a região de Sulmona no último dia 29 de março. O tremor chegou a 4 graus na escala Richter.

Mortes e destruição

O terremoto de 6,3 graus na escala Richter atingiu o centro da Itália às 3h32 da segunda-feira -22h32 de domingo, dia 5, no horário de Brasília- e deixou mais de 90 mortos e 1500 feridos, segundo o ministro do Interior, Roberto Maroni. Um porta-voz da Agência de Proteção Civil afirmou que ao menos 50 mil ficaram desabrigados. Foi o pior tremor desde 23 de novembro de 1980, quando cerca de 2.735 morreram e mais de 7.500 ficaram feridas em um terremoto de 6,5 graus na escala Richter.
O ministro do Interior Roberto Maroni disse que os serviços de resgate começaram a atuar 15 minutos depois do tremor, que não permitiu uma resposta mais rápida. Ainda segundo a Proteção Civil, mais de 10 mil casas e edifícios foram danificados na cidade de L’Aquila, capital da região montanhosa dos Abruzzos, a 110 km de Roma. Várias pessoas são consideradas desaparecidas, de acordo com a polícia. O epicentro foi localizado a cinco quilômetros abaixo de L’Aquila.

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