Governo Federal vai injetar R$ 10 milhões na segurança

O governo federal, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública, deve liberar até o final do ano mais de R$ 10 milhões para o projeto de municipalização da segurança pública em sete cidades da região Amazônica.
O “Plano de Segurança Pública e Defesa Municipal”, que será implementado pelo ISAE/FGV (Instituto Superior de Administração e Economia), em parceria com a Adepol/AM (Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Amazonas) e prefeituras, prevê, inicialmente, três vertentes de abordagem.
A primeira é um estudo para aperfeiçoar o sistema de segurança do município, por meio de um conjunto integrado de ações, com diagnóstico da segurança e da defesa social. Além disso, será criada a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social.
Em uma etapa seguinte, gabinetes de gestão integrados contarão com salas de reunião equipadas para receber as principais autoridades do município -entre prefeitos, vereadores, delegados, juízes, promotores e outros-, além de representantes de entidades de classe, que uma vez por mês discutirão o tema violência e apresentarão propostas.
Para o presidente da Adepol/AM, Mário Aufiero, os encontros servirão para que o planejamento das ações nas cidades possa ser revisto e ajustado sempre que se fizer necessário.
A terceira etapa do primeiro ciclo de investimento é o “Projeto na Fita”, uma oficina de vídeo que vai funcionar com jovens entre 15 e 25 anos em situações de risco. Com duração de 12 meses, a oficina vai estimular seu talento para que se profissionalizem.

Locais estratégicos

Iranduba (a 34 km de Manaus), Apuí (a 476 km), Tabatinga (a 1.105 km), Manacapuru (a 68 km), Boca do Acre (1.028 km), Autazes (a 118 km) e São Gabriel da Cachoeira (a 858 km) serão pioneiros na região com a experiência. Os municípios ficam em locais estratégicos no e foram escolhidos como referência por apresentarem altos índices de criminalidade. Manacapuru, por exemplo, com 85 mil habitantes, é rota de passagem de entorpecentes vindos pelo Rio Solimões, além de ser próximo à capital. Já Tabatinga possui 70 mil habitantes e também apresenta elevados índices de ocorrências criminais.
Durante um ano, o projeto será custeado em quase sua totalidade por recursos federais. As cidades receberão viaturas, lanchas e armas. Passado um prazo de 12 meses, os municípios vão começar a gerir os projetos com recursos próprios ou por meio de convênios.

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