Governo exibe fazenda-modelo do Amazonas para o mundo

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, e a comitiva composta por ministros de Estado e chefes de missões diplomáticas conheceram, ontem pela manhã, o projeto exitoso de desenvolvimento sustentável realizado na fazenda Santa Rosa, em Iranduba. A fazenda é referência de sucesso entre os projetos de colonização do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que tiveram impulso a partir da regularização fundiária e da liberação de investimentos na área agropecuária e do turismo rural na Amazônia.

Além do vice-presidente e dos chefes diplomáticos, a comitiva contou ainda com a presença dos ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina e do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno. A comitiva foi recebida pelos proprietários da Fazenda, Edney Ricardo e Jordana Dias. O governador Wilson Lima também participou da visita, além de representantes do Incra, Banco da Amazônia, Sebrae, Faea e do Ministério da Agricultura. 

As missões diplomáticas presentes na propriedade foram da África do Sul, Espanha, Peru, Colômbia, Canadá, Suécia, Alemanha, União Europeia, Reino Unido, França, Portugal e da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). Uma árvore foi plantada simbolizando cada uma das missões diplomáticas presentes. Os representantes diplomáticos e do governo brasileiro conheceram os plantios de laranja, tanques de piscicultura, criação de abelhas com e sem ferrão e acompanharam a retirada de tambaquis de um viveiro. 

Chefes de missões diplomáticas plantaram árvores na Fazenda

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, enfatizou a importância da regularização fundiária para garantir um meio ambiente ao mesmo tempo sustentável e economicamente ativo. “A gente veio mostrar um dos pilares da nossa política ambiental e da preservação da floresta amazônica que é a regularização fundiária. A partir daí tudo se desenvolve”, afirmou o general Mourão.

Para o vice-presidente do Brasil, a regularização é ponto de partida para qualquer ação prática de preservação na Amazônia. “Com o título da terra, o proprietário tem acesso ao financiamento, à assistência técnica rural e, consequentemente, ele passa a produzir, o que gera emprego e renda, deixando de derrubar a floresta. Então, esse é o ponto focal. O empreendimento da Fazenda Santa Rosa é algo que salta aos olhos e que demonstra muito claramente a pertinência de a gente prosseguir com esse processo”, acrescentou. 

Em seu relato emocionado, Edney explicou a luta persiste para fazer prosperar os projetos desenvolvidos na propriedade com o apoio da família e de entes dos governos, nas esferas federal e estadual que deram condições de viabilidade do negócio. Edney citou nominalmente os apoios do Sebrae, do Banco da Amazônia, do Incra e do Governo do Estado na condição de comprador da produção local a partir de programas de regionalização das compras estaduais. O empresário enfatizou que desde o princípio os projetos foram desenvolvidos com respeito às normas ambientais. “Para a gente produzir é preciso estar documentado. Não tem como conseguir financiamento, não tem como trabalhar. Quem não consegue, vai cortar madeira ou fazer outras coisas ilegais”, afirmou. 

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, disse que o objetivo da visita à Fazenda Santa Rosa foi mostrar à comunidade internacional o que deu certo nas políticas de assentamento do governo federal. A ministra deixou claro que, durante o tour pela Amazônia, também será mostrado o que não deu certo para as devidas correções. “O Brasil é enorme, mas esse modelo da Fazenda Santa Rosa é um exemplo do Brasil que nós queremos chegar”, afirmou. 

O governador Wilson Lima afirmou que a fazenda é um modelo que demonstra a importância da regularização fundiária e dos programas estaduais na área agropecuária.  “Isso é uma prova de que é possível preservar com desenvolvimento sustentável, gerando emprego e renda. Nesta fazenda há a conjugação de uma série de culturas e ainda espaço para educação ambiental. A visita da comitiva é importante para mostrar que é possível conciliar na Amazônia preservação com desenvolvimento”, disse. 

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