Governo está tranquilo com julgamento dos mensaleiros

Segundo o presidente, a insinuação da oposição -de que o caso atinge o Planalto- teve a resposta nas urnas com a sua reeleição para a presidência da República. “Eles (oposicionistas) tentaram me atingir, e 61% do povo deu a resposta na eleição do ano passado. Eles sabem perfeitamente bem o que é o processo (de julgamento das denúncias do mensalão)”, afirmou Lula, durante cerimônia de lançamento do livro “Direito à Memória e à Verdade”, que relata detalhes da ditadura militar no Brasil.
O presidente disse que acompanhou toda discussão envolvendo o mensalão sem opinar, numa demonstração de independência das instituições no país. “Ao mesmo tempo que fico assistindo sem poder dar palpite nas decisões do Supremo -e tem sido uma prática minha- o que aconteceu (julgamento da denúncia) é uma demonstração de que no Brasil as instituições estão funcionando, que a democracia é sólida”, afirmou Lula. O presidente afirmou também que o processo sobre as denúncias do mensalão está só no início. Segundo ele, o Supremo julgou o pedido de acolhimento das acusações. Agora, vem uma nova etapa.

“Até agora ninguém foi inocentado e ninguém foi culpado. Agora começa o processo de cada advogado fazer a defesa de seu cliente. E o processo vai entrar na rotina normal”, disse o presidente.
O presidente reiterou ainda que a Justiça vai punir os culpados e absolver os inocentes. “Agora o processo começa. Quem tiver culpa, pagará o preço. Quem não tiver culpa, será inocentado. E quem ganhará com isso será a democracia”, afirmou.
O ministro Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência) afirmou que o fato de o STF (Supremo Tribunal Federal) ter acolhido denúncias de envolvimento com o mensalão contra petistas e ex-colaboradores do governo não atinge a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo ele, o governo “já foi julgado nas urnas democraticamente”, recebendo “aprovação consagradora”. “O governo já foi julgado nas urnas democraticamente e recebeu uma aprovação consagradora do povo brasileiro. Esse é o julgamento”, afirmou o ministro. “Na democracia, quem julga politicamente não são as pessoas, ainda que as opiniões sejam todas respeitadas. Quem julga na democracia é o povo soberano, e o povo soberano reelegeu consagradoramente o presidente Lula”, afirmou Dulci. A reação do ministro ocorre um dia depois de a Suprema Corte ter acolhido as denúncias contra os 40 acusados de envolvimento com o mensalão. Entre os réus estão os ex-ministros José Dirceu (Casa Civil), Luiz Gushiken (Comunicação do Governo) e Anderson Adauto (Transportes), além dos deputados João Paulo Cunha e José Genoíno, ambos do PT de São Paulo.
“Isso não tem nada a ver com o governo.
A decisão do Supremo é de abrir processo contra pessoas individuais. Não tem nada a ver com o governo. O governo, repito, recebeu das urnas”, reiterou o ministro. Segundo Dulci, o tema “mensalão” foi tratado de “maneira intensa e sistemática” pela oposição durante a campanha presidencial, do ano passado. Todos esses assuntos foram tratados na campanha de maneira intensa e sistemática pelas oposições, que aliás estavam exercendo seu direito.

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