Governo do Pará divulga regras

Representantes da Sespa (Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará), da Adepará (Agência de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Pará) e do MPE (Ministério Público Estadual) se reuniram para discutir com os batedores de açaí de Belém o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), que estabelece normas para o manejo do fruto. O MPE pretende que o termo seja assinado pelos comerciantes e a adequação às regras cumprida, no prazo de 90 dias.

Entre as recomendações propostas pelo termo estão a utilização de engradados de plástico no acondicionamento do produto, seleção dos frutos para retirar resíduos e lavagem do produto três vezes, uma delas com hipoclorito de sódio.

O documento prevê, ainda, que instalações físicas das lojas, como pisos, parede e teto, tenham revestimentos lisos, impermeáveis e laváveis, em cores claras.

O encontro com os batedores faz parte das ações do governo do Estado para impedir que novos casos de mal de Chagas sejam associados ao consumo do açaí e prejudiquem uma das mais importantes atividades econômicas da região. O Pará é responsável por 95% da produção nacional de açaí, envolvendo 120 mil famílias de pequenos produtores e extrativistas na cadeia produtiva.

Mudanças nos procedimentos

Segundo o diretor do Departamento de Endemias da Secretaria Estadual de Saúde, Walter Amoras, não há confirmação de casos de mal de Chagas por consumo de açaí, mas somente mudanças nos procedimentos de higiene poderão restabelecer a relação de confiança com o consumidor. “Só o que há são associações. Não podemos afirmar que determinado alimento é culpado”, reiterou.

Em Belém, existem 4.000 batedores, gerando 8.000 empregos diretos, além das 72 agroindústrias processadoras cadastradas na Superintendência Federal de Agricultura, que empregam 1.440 pessoas, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do GCEA (Grupo de Coordenação Estatística Agropecuária).

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