6 de maio de 2021

Governo do Amazonas pede prazo mais curto para vacinação

O governo do Amazonas quer um prazo mais curto para a entrega dos lotes de vacinas contra a Covid-19. As dimensões continentais do Estado exigem a implementação de um plano que possibilite a vacinação, em tempo hábil, de pessoas que vivem em áreas remotas da região.

Apelo neste sentido foi feito pelo governador do Estado, Wilson Lima (PSL), durante uma conversa com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em Brasília, nessa quarta-feira (16). O encontro aconteceu no Palácio do Planalto, antes da solenidade de lançamento do Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra o coronavírus, com a presença do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Wilson Lima falou sobre a audiência com Eduardo Pazuello. “Pedi ao ministro para que a vacina seja feita de uma vez só ou, no máximo, em dois lotes, para que a gente possa fazer essa logística da vacinação da primeira e da segunda dose, em duas únicas viagens”, disse ele.

Segundo o governador, o Amazonas precisa ajustar esse prazo para facilitar o programa de vacinação, possibilitando que a vacina chegue mais rápido a comunidades que reúnem grupos prioritários como indígenas, profissionais de saúde. Distribuir o imunizante em quatro ou oito lotes prejudicaria a logística em função do tamanho do Estado, ressaltou o governador.

“Existem localidades que se demora entre 20 a 30 dias para chegar. A maioria dos deslocamentos das equipes de vacinação será feita de barco”, acrescentou o governador do Estado.

O Plano Nacional de Vacinação prevê quatro grupos prioritários, que somam 50 milhões de pessoas, o que vai demandar 108,3 milhões de doses de vacina, já incluindo 5% de perdas, uma vez que cada pessoa deve tomar duas doses, com um intervalo de 14 dias entre a primeira e a segunda injeção.

Lima explicou que o governo do Amazonas tem montado o plano e distribuição da vacina, conforme os critérios técnicos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, e que o Estado já adquiriu mais de um milhão de unidades de seringas para serem utilizadas no plano de imunização no Amazonas.

“Estamos fazendo a nossa montagem logística no Estado para garantir a distribuição a todos os municípios, sobretudo do interior, e já adquirimos 1,5 milhão de seringas que serão utilizadas nesse plano de imunização. Saímos da reunião muitos satisfeitos, porque há um compromisso de que as primeiras vacinas disponíveis serão compradas pelo governo federal, e que não é um plano isolado, mas um plano nacional, e as vacinas serão distribuídas igualitariamente, de acordo com os critérios técnicos”, disse ele.

Prioridades

O Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19 dá prioridade a trabalhadores da saúde, idosos, pessoas com doenças crônicas (hipertensão de difícil controle, diabetes mellitus, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, entre outras), professores, forças de segurança e salvamento e funcionários do sistema prisional.

O governo Bolsonaro já garantiu 300 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 por meio de acordos. Até agora, nenhum imunizante está registrado e licenciado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), etapa prévia obrigatória para que a vacinação possa ser realizada.

De acordo com o ministro Eduardo Pazuelo, as vacinas fabricadas no Brasil terão prioridade no SUS (Sistema Único de Saúde). Entre os imunizantes a serem priorizados que ele mencionou, está a CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan e pela farmacêutica chinesa Sinovac.

Em outubro, Pazuello chegou a anunciar, em uma reunião virtual com mais de 23 governadores, a compra da Coronavac. Mas, menos de 24 horas depois, a aquisição foi desautorizada pelo presidente Jair Bolsonaro.

“Todas as vacinas produzidas no Brasil — ou pelo Butantan, pela Fiocruz ou qualquer indústria — terão prioridade do SUS, e isso está pacificado”, disse Pazuello, ontem. Segundo Pazuello, todos os Estados da federação serão tratados “de forma igualitária” e “proporcional”. “Não haverá nenhuma diferença”, disse.

Ao falar sobre a vacinação contra a Covid-19, o ministro ainda questionou: “Para que essa ansiedade, essa angústia?”. E afirmou: “Vamos levantar a cabeça. Acreditem. O povo brasileiro tem capacidade de ter o maior sistema único de saúde do mundo, de ter o maior programa nacional de imunização do mundo, nós somos os maiores fabricantes de vacinas da América Latina. Para que essa ansiedade, essa angústia? Somos referência na América Latina e estamos trabalhando”.

Desde o início da pandemia do novo coronavírus, mais de 182 mil pessoas morreram por conta da Covid-19.  No anúncio dessa quarta-feira (16), Pazuello se solidarizou com as famílias das vítimas da pandemia e disse que “os números são duros”.

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