Governo de Dubai se recusa a garantir dívida da Dubai World

O governo de Dubai não vai garantir a dívida da Dubai World e os credores serão afetados no curto prazo pela reestruturação do conglomerado, disse o diretor-geral do departamento de Finanças do emirado na segunda-feira.
Abdulrahman al-Saleh acrescentou que a reação do mercado ao anúncio, feito semana passada, sobre os problemas de dívida do Dubai World foi exagerada e não é condizente com a realidade.
“Eu acho que os bancos não estão em uma posição em que necessitem mais liquidez extra do banco central”, disse ele à TV Dubai.
“Os credores precisam tomar parte da responsabilidade pela decisão de emprestar às empresas. Eles acham que o Dubai World é parte do governo, o que não é correto”.

Pedido de moratória

Os principais países afetados pela recente crise econômica passaram por um novo susto com o anúncio, na semana passada, de que a Dubai World, o braço de investimentos do emirado de Dubai -um dos sete que compõem os EAU-, vai adiar por seis meses o pagamento de dívidas.
As dívidas da Dubai World totalizam US$ 59 bilhões; o adiamento solicitado deixa o pagamento para maio de 2010. O pedido de prazo também se aplica para as dívidas da Nakheel, uma companhia do setor imobiliário e subsidiária da Dubai World.
No últimos anos, Dubai elaborou planos ambiciosos para o setor imobiliário na expectativa de se tornar um polo turístico no Oriente Médio.
A crise global, no entanto, afetou todos os setores de Dubai, onde depois de seis anos de rápido crescimento, a economia despencou desde meados de 2008 e o mercado imobiliário foi fortemente atingido, com queda nos preços dos imóveis.
Ontem o banco central dos EAU (Emirados Árabes Unidos) ofereceu ajuda emergencial aos bancos, acrescentando que continuará monitorando a situação. O banco informou na nota que o instrumento terá taxa de 0,50 ponto percentual sobre a Eibor (taxa interbancária do país) de 3 meses. Sem mais detalhes, a nota informa que a autoridade monetária do país dará suporte aos bancos e que o sistema bancário dos EAU está mais sólido e líquido hoje do que há um ano.
O FMI (Fundo Monetário Internacional) disse ter recebido bem a decisão do BC dos Emirados Árabes Unidos.
“Os Emirados Árabes Unidos são uma economia forte e saudamos a decisão do banco central de disponibilizar aos bancos um instrumento especial de liquidez (oferta de dinheiro) adicional’, informou o Fundo em comunicado divulgado no domingo.

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