Governo Bush sinaliza mais ação contra crise

Há duas semanas, ele disse que a economia norte-americana estava “forte”, e anunciou que achava que a crise financeira causada pelo mercado imobiliário caminhava para uma “aterrissagem suave”. Saiu de férias, primeiro na casa dos pais, na praia, depois em seu próprio rancho.
Agora, o presidente George W. Bush tenta evitar a crise política que começa a se formar por trás da crise econômica, que não dá mostras de ir embora. Ontem, enviou seu secretário do Tesouro, Henry Paulson, para conversar com o senador democrata Christopher Dodd. Com ele estava o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke.
Presidente do Comitê Financeiro do Senado, o político oposicionista disse que ouviu do último que o banco central norte-americano usaria “todas as ferramentas à disposição” para lidar com a atual volatilidade do mercado financeiro. Uma delas é continuar provendo liquidez, o que o Fed voltou a fazer ontem, ao injetar mais US$ 3.75 bilhões na economia norte-americana, num total que já passa dos US$ 100 bilhões desde o início da crise.
A sinalização de que o Fed possa vir a elevar suas atuações contra a crise, inclusive com corte na taxa básica de juros, deu algum ânimo aos mercados, mas não impediu que a Bolsa de Nova York (Dow Jones) fechasse em baixa, de 0,23%. A Nasdaq subiu 0,51%.
O próprio Bush voltaria ao tema, em entrevista coletiva após encontro dos três líderes da América do Norte em Montebello, no Canadá. “Os fundamentos da economia dos EUA estão fortes”, afirmou, ao lado do presidente mexicano Felipe Calderón, e do primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, para então listar: “A inflação está baixa, as taxas de juros, idem, o cenário de emprego é forte, as exportações estão em alta, crescemos 3% no segundo trimestre”.

Concluiu com uma pergunta retórica, que ele próprio responderia. “A questão fundamental é: há liquidez suficiente em nosso sistema enquanto as pessoas corrigem os riscos? E a resposta é: sim, há”. Não foi o suficiente para acalmar a oposição democrata, que desde janeiro controla o Congresso dos Estados Unidos e agora pressiona o governo por medidas que ajudem os inadimplentes imobiliários.
A começar pelo senador Christopher Dodd, um dos pré-candidatos à sucessão de Bush no ano que vem. “A determinação do presidente em manter as pessoas em suas casas” é muito positiva, disse. O democrata de Connecticut, no entanto, declarou-se “preocupado com [o fato de] o Tesouro não perceber a importância dessa questão”.
Em entrevista ao canal financeiro CNBC pela manhã, o secretário Henry Paulson havia dito que tinha “grande confiança” no banco central norte-americano para resolver a crise, mas se mostrava “cético” quanto à possibilidade de aumentar o limite de atuação de duas das maiores empresas do setor de habitação, sugestão dos democratas.

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