Governo argentino age contra venda da Esso para Petrobras

O governo argentino não vê com bons olhos a possível compra das operações locais da Esso pela Petrobras (estatal brasileira), segundo informações divulgadas pelos jornais argentinos nos últimos dias.
O diário “Clarín” e o jornal econômico “Ámbito Financiero” divulgaram em suas edições que o ministro do Planejamento argentino, Julio de Vido, interveio na venda da Esso -cujo prazo para a apresentação de propostas de compra encerrou anteontem e tinha valor mínimo estipulado em US$ 200 milhões.
Segundo porta-vozes do ministro, ocorreu um “mal-estar” devido à chance da Petrobras vencer a disputa pelo braço argentino da Esso- que controla uma refinaria, três depósitos de combustíveis e 500 postos de gasolina. “Primeiro, que cumpram com os planos de investimentos prometidos”, disseram os porta-vozes aos dois jornais.

Segundo fontes do setor no país, a mensagem do governo argentino para Petrobras e Esso é clara: este não é um negócio de só dois atores (as duas empresas), e sim de três, já que o governo pode autorizar ou não a operação.
De acordo com informações do jornal “Clarín”, apenas dois interessados apresentaram propostas à compra da Esso na Argentina para o banco JP Morgan, que coordena a negociação: a Petrobras e o fundo de investimento argentino Dolphin.
Porém, há especulações de que a PDVSA -estatal petrolífera venezuelana- poderia oferecer à Exxon Mobil uma refinaria nos Estados Unidos em troca destas operações na Argentina.

O governo argentino prefere que as operações da Esso no país fiquem em outras mãos que não as da Petrobras. Além da PDVSA, outra possibilidade seria a estatal petrolífera local Enarsa comprar os ativos, seja sozinha ou em parceria com a própria empresa venezuelana.
Para valer, a compra deve passar pela Comissão Nacional de Defesa da Concorrência. Mas o “Ámbito Financiero” diz que não há motivos para a comissão antimonopólio rejeitar a venda para a Petrobras, pois a hispano-argentina Repsol-YPF refina atualmente 50% dos combustíveis argentinos e detém 1.700 postos de gasolina. Ou seja, mesmo com a compra, a Petrobras não teria a maioria do mercado, desqualificando um possível monopólio.

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