Governo abrirá suas contas “em detalhes”, diz Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que vai abrir as contas do governo “em detalhes” para desfazer “mitos” sobre a má gestão dos valores arrecadados. A afirmação foi feita ontem em reunião com representantes do Conselhão (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), durante debate sobre a redução da carga tributária, ao rebater críticas sobre má gestão do dinheiro público e gastos excessivos. “Eu terei grande prazer em abrir as contas e mostrar como o governo gasta o dinheiro, porque muitas vezes existem mitos de que o governo gasta muito, gasta mal e que tem flexibilidade”, disse o ministro.
Em conversa com a imprensa após a reunião, Mantega disse que pretende marcar novo encontro com o conselho em data próxima a 31 de agosto, quando enviará a proposta orçamentária de 2008 ao Congresso Nacional. “Quero fazer um debate, abrir as contas e mostrar isso (o Orçamento) incluído -onde nós gastamos o dinheiro do Estado e como gastamos. Essa será uma discussão importante”.
Entre os participantes da sétima reunião do Conselhão com o ministro da Fazenda, estavam o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Walfrido dos Mares Guia, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, e o ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto. Foram discutidos três temas: limitação da carga tributária; a desoneração da folha de pagamentos; e a prorrogação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
Mantega defendeu a redução gradual de tributos, começando pela desoneração da folha de pagamentos, com a diminuição do recolhimento ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Ele admitiu reduzir a alíquota da CPMF “algum dia”, mas não agora.
“Nossa proposta é mantê-la do jeito que ela se encontra e usar o espaço que temos para redução tributária com tributos que tenham maior eficácia na sociedade, que vão produzir mais emprego e um crescimento maior na economia. Neste momento, eu acredito que é a desoneração da folha”.
O ministro Guido Mantega destacou que um dos fatores de estabilidade e solidez da economia brasileira num período de crise como o atual são o equilíbrio das contas públicas e o superávit primário. “Não podemos ameaçar o equilíbrio fiscal fazendo reduções não programadas de tributos”, disse, em resposta aos pedidos de extinção ou redução da alíquota da CPMF.
Mantega se disse satisfeito com o resultado da reunião e minimizou a falta de acordo sobre a prorrogação da CPMF.

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