“Governança Corporativa é algo novo”

Na próxima quinta-feira (9) a KPMG, uma das quatro maiores empresas de auditoria do mundo, promove em Manaus o 3º workshop “Contabilidade para jornalistas”, cujo tema é “Governança Corporativa e Lei Anticorrupção no Brasil” e tem como palestrante Luciano Medeiros, sócio-responsável pelo escritório da empresa em Manaus. O evento é gratuito e destinado à participação exclusiva de profissionais de imprensa que cobrem as áreas de Negócios, Economia, Empresas, Indústria e Finanças.
O encontro faz parte de uma série de iniciativas que vem sendo promovidas pela KPMG no Brasil com jornalistas sobre temas atuais como fusões e aquisições, petróleo e gás, mercado financeiro, entre outros.
A caminho de Manaus, Luciano Medeiros deu a entrevista a seguir ao JC.

Jornal do Commercio: Qual o objetivo do workshop, cujo tema será “Governança Corporativa e Lei Anticorrupção no Brasil”, e acontecerá em Manaus no próximo dia 9?
Luciano Medeiros: Atualizar os jornalistas que cobrem a área de economia e negócios em Manaus sobre os aspectos mais relevantes nesses temas tão em voga hoje no dia a dia dos brasileiros e sua inter-relação.

JC: Explique melhor o que vem a ser Governança Corporativa, pois parece ser um sistema novo, principalmente no Brasil onde tudo -inclusive nas empresas -aparentemente é bagunçado.
LM: De fato, Governança Corporativa é algo novo para a maioria das empresas brasileiras, ou pelo menos no universo onde ela deve ser aplicada, empresas de médio e grande portes. O principal ponto refere-se à transparência na prestação de contas, seja para o público interno -sócios/acionistas, empregados, prestadores de serviços, seja para o público externo -investidores institucionais, governo, fornecedores e comunidade em geral onde ela atua.

JC: Com a crise econômica do Brasil escancarada nos últimos tempos, chega-se à conclusão que somos um país a deriva.
LM: Não podemos afirmar isso, por outro lado, devemos colaborar para que a nau siga um rumo que possa superar os obstáculos -eles sempre existirão, porém podem ser evitados ou, pelo menos, minimizados, através de medidas preventivas. Quando se trabalha somente na correção perde-se tempo e dinheiro, sem dúvida.

JC: No workshop vocês também vão abordar a Lei Anticorrupção, situação complicada já que no Brasil os políticos tentam, e em alguns casos conseguem, “melar” tudo aquilo que venha a prejudicá-los.
LM: Não temos a pretensão de esgotar o assunto, mas pelo menos demonstrar como a Lei Anticorrupção pode servir como inibidora de atos ilícitos nas empresas, tão prejudiciais à sociedade.

JC: Em Manaus você citaria exemplos de empresas (se possível locais) onde a Governança Corporativa funciona dentro dos padrões?
LM: É difícil afirmar que determinada empresa funciona 100% dentro dos padrões de governança. Certamente, temos alguns grupos empresariais que buscam essa meta através de medidas formais e estrutura que permitam seguir as melhores práticas.

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