8 de maio de 2021

Governadores pedem mais recursos para enfrentar a pandemia

Governadores fazem apelo ao governo federal para aumentar a ajuda financeira nesta época de pandemia do novo coronavírus. Os Estados receberão R$ 43 bilhões a menos no orçamento aprovado pelo Congresso Nacional, em relação ao ano passado.

Os chefes de Estado manifestaram preocupação com a redução das verbas para o enfrentamento à Covid-19 num momento em que o coronavírus, depois de Manaus, atinge agora grandes proporções em outras regiões do País, causando colapso nos sistemas de saúde, obrigando a adoção de medidas restritivas nas atividades econômicas e sociais.

Na sexta-feira (26), 23 governadores trataram do assunto com o presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Eles querem a recomposição do Orçamento Geral da União que possibilite a instalação de novos leitos em hospitais para tratar casos de covid-19. E também reivindicam que o governo Jair Bolsonaro (sem partido) mantenha a regra de 2020 para habilitação e pagamento de leitos de UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo) e clínicas.

Em geral, os governadores solicitam mais logística para garantir a sustentabilidade no atendimento aos doentes internados na rede pública de saúde. Pedem mais insumos e remédios para o sistema, especialmente medicação para sedação e oxigênio no tratamento de casos graves do novo coronavírus.

O senador Rodrigo Pacheco é o representante dos governadores no Comitê Nacional de Combate à Covid-19, criado na quarta-feira (24/03) pelo presidente Jair Bolsonaro. O decreto que cria o grupo oficialmente foi publicado, na última sexta-feira, no Diário Oficial da União.

O governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), além de maior aporte financeiro, defendeu a inclusão de profissionais de segurança e da área de educação como grupos prioritários no PNI (Plano Nacional de Imunização).

Ele reiterou que  o Amazonas mantém apoio a outros Estados com a oferta de mais leitos clínicos, uma contrapartida à ajuda que o Estado recebeu durante o pico da segunda onda da pandemia. Essas medidas acontecem por meio da ‘Operação gratidão’.

 “O fortalecimento do PNI é importante para que a gente possa avançar naqueles grupos que estão nesse momento sendo mais expostos à Covid-19. É o caso das forças de segurança, dos professores que precisam retornar vacinados às salas de aulas”, disse. “O Amazonas tem feito seu papel, tem avançado significativamente na imunização, é tanto que é o Estado que hoje mais vacina no País”, acrescentou o governador.

Entre os Estados e o Distrito Federal, o Amazonas lidera o ranking de unidades da federação que mais aplicam doses de vacinas contra a Covid-19, com 9,64% da população imunizada. O levantamento é do consórcio de veículos de imprensa. Mais de 524 mil vacinas, entre primeira e segunda dose, já foram aplicadas em todo o Amazonas.

Entre abril e julho, o Amazonas receberá pelo menos 1 milhão de doses da vacina Sputnik para aumentar a cobertura vacinal no Estado, segundo contrato de negociação fechado com o fabricante russo do imunizante.

Auxílio emergencial

Os governadores falaram também sobre a importância da manutenção do auxílio emergencial em R$ 600. O senador Rodrigo Pacheco ressaltou, porém, a necessidade de se avaliar a situação econômica do País.  

“Temos que trabalhar com a realidade que temos no Brasil, que feliz ou infelizmente, é uma realidade que vai socorrer as pessoas, mas que não será obviamente aquilo que desejavam os mais necessitados”, salientou. “Óbvio que todos nós gostaríamos de reeditar o que foi pago no ano passado, mas não será possível por causa da responsabilidade fiscal e do Orçamento”, explicou.

Ainda sobre o socorro financeiro, os governadores cobraram ajuda a Estados e municípios mais atingidos pela pandemia. Os chefes dos Executivos estaduais trataram ainda de discussões sobre securitização e empréstimo para pagamento de precatórios.

O líder do MDB no Senado, Eduardo Braga (AM), criticou o valor médio de R$ 250 indicado pelo governo federal na MP que restabelece o auxílio emergencial. Segundo o parlamentar, o Congresso pode rever o valor do auxílio para garantir minimamente poder de compra aos beneficiados pelo programa durante a pandemia.

“Imagine alguém que precise de uma botija de gás por mês – e quem não precisa? – , alguém que precise de uns poucos litros de gasolina para um mototaxista ou para o uso de uma rabeta no interior do Amazonas, essas pessoas praticamente não terão nenhuma sobra dos R$ 250 para a compra da cesta básica”, argumentou Braga.

Foto/Destaque: Divulgação

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