Governador descarta palanque único no Amazonas

O governador Omar Aziz (PMDB) abriu ontem os trabalhos da Aleam (Assembléia Legislativa do Amazonas). Na ocasião Omar aproveitou para ressaltar os trabalhos feitos pelo seu governo nos últimos três anos e disse não acreditar em palanque único no Amazonas, devido às peculiaridades do Estado nas eleições. O governador também manteve a incógnita sobre sua permanência do governo até o final do mandato.
As discussões em torno do apoio da Presidente Dilma Rousseff (PT) ao governo do Amazonas começaram após o líder no governo do Senado e pré-candidato ao governo do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB), anunciar que a presidente iria trabalhar para que o Estado tivesse apenas um palanque de apoio a sua reeleição. Em contrapartida ao que vinha sendo propagado pelo pré-candidato José Melo (PROS) e até mesmo a deputa federal Rebecca Garcia (PP), que anunciavam apoio a presidente no Amazonas.
“Não acredito em palanque único no Amazonas, pelas peculiaridades da eleição no Estado. Apesar dessa ser uma tendência nacional que o governo Dilma busca, acredito que aqui no Amazonas será diferente”, comentou o governador. O vice-governador, José Melo, lembrou das últimas eleições quando Alfredo Nascimento e o próprio Omar dividiram palanque com Dilma. “A eleição do Omar e Alfredo é um bom exemplo. Quem ganhou foi à própria presidente que teve a maior eleição aqui no Amazonas. Se for possível o palanque único tudo bem. Se for em volta da minha candidatura ficarei muito feliz”, ressalta.
Sobre sua possível saída do governo em abril, para poder se candidatar ao senado o governador manteve tom ameno e disse que não abordaria a questão. “Agora não é o momento. Estamos focados em terminar as obras e trabalhar pelo melhor do Estado”, comenta. Posição semelhante a adotada por José Melo.

Segurança pública e saúde

Durante discurso no plenário da Assembléia, o governador ressaltou as conquistas do seu governo e destacou, sobretudo, os investimentos em segurança pública. Segundo o Omar, o governo investirá em 2014 R$ 1,3 bilhão em segurança pública. Mais que o dobro do que o investido anteriormente e configurando quase 10% do orçamento do Estado. “Eram R$ 600 milhões em 2010. Agora dobramos esses investimentos. Dobramos também o número de policiais militares. Quando iniciei o governo era 5 mil. Acrescentamos mais 4,5 mil. Isso resultou em programas de sucesso como Ronda no Bairro e redução da taxa de crimes”, conta.
O governador também destacou a construção de sete hospitais no interior do Estado que estão previstos para acontecer até o fim do ano e de uma unidade de saúde na capital. Segundo o governador até 23% do orçamento do Estado está comprometido com a saúde. “A constituição prevê um investimento de no mínimo 12%. Muitos Estados lutam para atingir esse número, aqui temos 23%”, destaca.
O deputado da oposição, Luiz Castro (PPS), questionou esses investimentos. Segundo o deputado o governo precisa trabalhar melhor suas prioridades. “O governador foi elegante e vendeu o peixe dele. O relatório não mostra os pontos frágeis. O hospital do Câncer e hospital Adriano Jorge. Tem prédio inaugurado desde o último governo Amazonino e com três andares desativados. Tanto recurso financeiro não pode permitir coisas como essa. Isso afeta as pessoas de renda menor. Apoio a ação e a conclusão dos hospitais do interior que se arrastaram. Mas não podemos mais assistir a pessoas morrerem de câncer aqui sem tratamento digno. Isso é muito sério”, critica.
O deputado que é presidente da Comissão do Meio Ambiente da Assembléia também criticou a diminuição no orçamento da secretaria do meio ambiente. “Houve uma diminuição de R$ 6 milhões no orçamento. Em um momento que precisamos ter as unidades de proteção implementadas. Isso não tira os méritos das obras que o governo vem realizando, mas são falhas graves, que merecem ser melhores estudadas para definirem prioridades”, concluiu.

Prorrogação da Zona Franca

O governador também contou que tem conversado com a presidente Dilma Rousseff e cobrou dela uma definição sobre a prorrogação da Zona Franca de Manaus para antes das eleições. Segundo o governador a presidente se mostrou disposta a fazer com que a prorrogação seja votada.

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