16 de abril de 2021

Google cria bolsa de pesquisas voltada à Covid-19

Nesta quinta-feira (2), foram abertas as inscrições para a edição de 2020 do LARA (Latin American Research Awards), o programa de bolsas de pesquisas do Google. O diferencial dessa oitava edição é uma categoria exclusiva para projetos relacionados à COVID-19. As inscrições estarão abertas de 2 a 30 de julho de 2020.

Em um momento em que o Brasil e o mundo enfrentam tantos desafios, profissionais de diversas áreas têm se dedicado a estudos e análises diárias para tentar encontrar as melhores soluções para entender esse novo vírus e criar formas de combate à doença. Visto o potencial da América Latina como um grande polo de inovação, o Google quer incentivar a pesquisa em diversas áreas e buscar projetos que sejam também relevantes localmente.

Com o novo campo de pesquisa, sobre a COVID-19, a ideia é incentivar pesquisadores do Brasil e de toda a América Latina a otimizar seus estudos e chegar mais a fundo em um assunto que afeta a população diretamente. “Como nos anos anteriores, vamos contemplar projetos em várias áreas, mas se o pesquisador submeter esse projeto relacionado à COVID-19, esse projeto vai ser tratado com preferência”, explica o diretor de engenharia do Google para América Latina, Berthier Ribeiro-Neto, durante coletiva de imprensa.

Questionado sobre a importância da presença do Brasil nesse programa, Berthier Ribeiro-Neto afirma: “Cerca de dois terços do projeto são brasileiros. O Brasil tem um peso no programa, e o fato do Google estar voltado à região é importante para os pesquisadores do pais. É um programa é muito importante no cenário nacional, embora seja modesto em volume de dinheiro, em comparação com outros”.

Neste ano, o LARA distribuirá US$ 500 mil (o que equivale a R$ 2,6 milhões aproximadamente) para projetos de estudantes de mestrado ou doutorado e também a seus orientadores acadêmicos. As bolsas mensais variam de US$ 1,2 mil (R$ 6,3 mil) para estudantes de doutorado e US$ 750 (o equivalente a R$ 3,9 mil) para seus orientadores. Quanto ao mestrado, a bolsa é de US$ 750 para alunos e US$ 675 (R$ 3,5 mil) para orientadores.

Os campos de pesquisa contemplados são Saúde/COVID-19; Geo/Maps; Interação entre humanos e computadores; Recuperação, extração e organização de informações (incluindo gráficos de semântica); Internet das Coisas (incluindo cidades inteligentes); Machine learning (aprendizado de máquinas ) e data mining (mineração de dados ); Dispositivos móveis; Processamento natural de línguas; Interfaces físicas e experiências imersivas; Privacidade; Outros tópicos relacionados a pesquisas na web.

Basicamente, os projetos serão selecionados por um comitê formado por engenheiros do Centro de Engenharia em Belo Horizonte. “Os projetos tem que ser concisos, e o LARA se preocupa mais com o impacto social do que projetos que sejam, por exemplo, sobre uma técnica pra resolver um problema em computação. Não significa que estes não serão considerados, mas sim que precisam ser ter mais qualidade”, explica o diretor de engenharia.

Em sua sétima edição, realizada em novembro de 2019, o LARA contou com 679 inscrições foram recebidas, e o Google selecionou 25 projetos distribuídos por 5 países latino-americanos (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e Peru), sendo que a maior parte deles esteve focada para uma área específica: a saúde.

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