Um novo relatório da IDC sacramentou os ataques de ransomware como a maior ameaça global do último ano. De acordo com a consultoria, mais de um terço das companhias de todo o mundo já foram atingidas por golpes de sequestro digital, que se tornaram uma alternativa de lucro rápido e fácil para os bandidos, com apenas 13% das vítimas afirmando que não pagaram o resgate solicitado.

O crescimento acontece mesmo em um cenário no qual agências governamentais e forças de segurança aumentam o combate. Ainda assim, na visão dos especialistas, é fácil dizer que o ransomware se tornou mais do que apenas uma categoria: hoje, ele é a principal força ciber criminosa e também uma das mais lucrativas, com resgates que podem ultrapassar a marca de US$ 1 milhão no caso das grandes corporações. Em média, o valor pago pelas companhias é de cerca de US$ 250 mil.

De acordo com o levantamento da IDC, as empresas dos Estados Unidos parecem mais preparadas para lidar com ataques desse tipo. No país, há uma taxa de incidente de 7%, enquanto a média global é de 37%; os setores mais afetados foram indústria e finanças, enquanto antigos alvos, como telecomunicações, transportes e empresas de mídia, estão deixando de ser interessantes para os bandidos. Para os especialistas, se trata de um reflexo da mão mais forte das agências governamentais, ainda que empresas de infraestrutura sigam sendo um alvo constante.

Frank Dickson, vice-presidente de produtos de cibersegurança da IDC, destaca o aspecto cada vez mais sofisticado e direcionado desses ataques. Ele ressalta o cuidado não apenas com pontos de entrada, mas também com a presença dos criminosos na rede, uma vez que, antes de detonarem o sequestro, os bandidos costumam coletar dados e tentar movimentos laterais, de forma a aumentar a superfície de comprometimento e possibilitar futuras atividades de extorsão.

Os pedidos seguem acontecendo em duas searas diferentes, tanto em relação ao travamento dos próprios dados e sistemas internos quanto para a não divulgação de informações confidenciais obtidas. É o que leva, de acordo com os analistas, ao alto índice de pagamentos, com muitas companhias cedendo às exigências dos criminosos mesmo que não tenham garantia nenhuma de que a parte deles será cumprida.

Por outro lado, a IDC também detectou um aumento das atividades de defesa, como certificações mais rígidas do ponto de vista da segurança e o trabalho com parceiros nas atividades de proteção e recuperação. O estudo também ressalta um aumento na importância de testes de penetração e do compartilhamento de inteligência entre diversos players do mercado, bem como agências do governo, em prol de um escudo mais abrangente para todos.

Foto/Destaque: Divulgação

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