Gigantes apostam em produtos digitais

As gigantes de tecnologia, de olho na expansão do faturamento relativo a negócios B2B (empresa para empresa, em inglês), apostam numa nova tendência: sinalização digital. O conceito se baseia na substituição dos antigos banners habituais em redes como restaurantes ou lanchonetes fast-food, por exemplo, por painéis de LED específicos para este uso, desenvolvidos para ficarem ligados 24 horas. De acordo com especialistas ouvidos pelo DCI, este mercado, ainda em processo de formação, deve crescer mais de 50% no Brasil em 2014.
A sul-coreana LG, que detém mais de 50% do market share segmento no país, quer manter a liderança local. “Hoje, nossa área de IT&B2B é a terceira maior de faturamento da LG no Brasil, atrás de celulares e TVs”, revela Thiago Correa, gerente de Marketing de produto para IT&B2B da LG Eletronics do Brasil.
De acordo com o executivo, diversos segmentos de mercado já são clientes em potencial de produtos relativos a sinalização digital. “Franquias, redes de fast-food, varejo, comércio de luxo. São pedaços do nosso segmento de B2B em franca expansão”.
O momento é favorável e a empresa sul-coreana crê em uma evolução significativa este ano. “Em faturamento, esperamos crescer 50% em relação aos resultados de 2013. Acabamos de fechar o balanço do primeiro trimestre e te garanto que estamos no caminho certo”, conta.
A Samsung, outra gigante do ramo de tecnologia nascida na Coreia do Sul, também aposta no mercado de sinalização digital para alavancar seus lucros relativos a B2B.
“Em outubro do ano passado lançamos o Enterprise Business, braço específico da Samsung para o mercado corporativo. Dentro deste mercado, a comunicação digital é uma grande aposta. Estão substituindo os tradicionais banners, impressos, por uma tela específica que exibe vídeos. O mercado de varejo, por exemplo, sofre uma imensa transformação. As lojas não querem simplesmente mostrar uma peça de roupa num cabide para quem tem alto potencial de consumo”, diz Marcelo Zuccas, vice-presidente de negócios corporativos da Samsung para a América Latina.
Apesar de recém-criada, a área da Samsung específica para atender o mercado corporativo já apresenta evolução significativa. Alavancado boa parte pela comercialização de produtos relativos a sinalização digital, este setor teve crescimento de 150% no primeiro trimestre do ano.
“O mercado de sinalização digital vem demonstrando um potencial altíssimo e a cada dia tem parcela maior dentro do faturamento da Samsung”, conta Zuccas.
O executivo deixa claro: telas para sinalização digital são diferentes das TVs usadas em domicílios, por exemplo.
“Essas telas para sinalização digital têm software para gerenciamento de conteúdo, foram criadas para funcionar 24 horas por dia, diferente das TVs domésticas, que só devem ficar ligadas por até seis horas/dia”.
Evento
Novidades do setor são apresentadas na primeira edição brasileira da InfoComm, feira do mercado audiovisual que acontece anualmente nos Estados Unidos. No país, o evento vai até amanhã, no Centro de Exposição Imigrantes, na capital paulista. Max Jamarilo, presidente da TecnoMultimedia InfoComm, responsável pelo encontro no Brasil, acredita que o mercado tem potencial em regiões emergentes. “Em 2015, na América Latina, o mercado de sistemas audiovisuais deve movimentar US$ 5,9 milhões”, revela.
Aquecido, o setor atrai players como a Philips, que iniciou a produção de telas específicas para sinalização digital em Jundiaí (SP).
“Este mercado vai crescer, no mínimo, 50% ao ano no Brasil. Muito por conta da Copa do Mundo e preparação para Olimpíadas. No seu dia a dia, num shopping, num hospital ou em qualquer lugar que demande comunicação, seja publicidade ou não, você vai encontrar um painel digital. Aeroporto, hotel, hospital com fila de chamada. Este mercado vai crescer muito e cada vez mais estará acessível para o pequeno comerciante”, conta Elcio Hardt, gerente de produtos de sinalização digital da TPV, empresa responsável pelas TVs e monitores da Philips.
Hardt crê que a simplicidade da gestão desta tecnologia pode atrair MPME (micros, pequenos e médios empresários).
“As soluções estão ficando cada vez mais personalizáveis. O empresário dono de cafeteria, por exemplo, pode controlar o preço de seus produtos exibidos no painel direto do balcão, sem precisar recorrer a nenhuma empresa especializada. Os sistemas de gerenciamento de conteúdo chegaram a um nível de simplicidade que torna a tecnologia acessível a pequenos comerciantes”, diz.
A Philips, confiante no atual momento do mercado, tem planos audaciosos para seus produtos desenvolvidos com foco em sinalização digital. “Esperamos que este negócio represente uma parte considerável do faturamento da Philips. Queremos 12% deste mercado até o fim de 2014.”

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