1 de julho de 2022
Prancheta 2@3x (1)

Geração Z agora também é protagonista financeiro

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Atividade do mercado de crédito mostra crescimento significativo com a chegada da Geração Z à maioridade

A Geração Z, formada por pessoas nascidas a partir de 1995, ganhou ainda mais participação no mercado de crédito durante o segundo trimestre de 2019. No período, 14 milhões de consumidores com mais de 18 anos tiveram crédito tomado, enquanto esse número foi de 11 milhões no segundo trimestre de 2018, de acordo com o Relatório Industry Insights, divulgado pela TransUnion, companhia global de soluções de informação.

O estudo, que tem como base no cenário de crédito dos Estado Unidos, mostra que o crescimento é proveniente de toda a população da Geração Z. O volume de consumidores dessa geração com disponibilidade ao crédito, ou seja, os que possuem 18 anos ou mais, teve um aumento de 4,5 milhões, atingindo 31,5 milhões no segundo trimestre de 2019. Nos próximos três anos, a perspectiva é de que outros 13 milhões de consumidores dessa geração poderão usufruir de crédito.

Dividido em cinco partes, o relatório aponta diferentes atuações financeiras da Geração Z, destacando um panorama geral das mudanças de comportamento e do impacto de jovens inseridos no mercado de crédito.

 O cartão de crédito é o produto mais popular entre os consumidores da Geração Z. Mesmo representando apenas 5% da população dos Estados Unidos, o crédito tomado apresentou 55% de incidência entre os jovens. Mesmo com uma base de comparação baixa, as hipotecas tiveram a maior taxa de crescimento na relação ano a ano entre os consumidores da Geração Z, chegando a 112%. Elas ainda são o produto de crédito com menor atratividade para os membros dessa faixa etária, os números de contratos entre jovens representam apenas 0,5% do total.

Para Juarez Zortea, presidente da TransUnion no Brasil, a Geração Z ainda é uma novidade no mercado de crédito, mas algumas diferenças em comparação com outras gerações já são perceptíveis. “O rápido crescimento da atividade de crédito nessa geração está ocorrendo mesmo com muitos desses indivíduos tendo crescido durante a Grande Recessão. Embora esse período de crise tenha durado menos de dois anos nos Estados Unidos, seu impacto foi sentido por mais tempo. No entanto, com a chegada de mais membros desse grupo à maioridade, esperamos naturalmente ver um crescimento contínuo da atividade de crédito nessa geração, que será acompanhado de perto por nós para que possamos comparar com o comportamento das gerações anteriores e também poder compará-la em outros países pelo mundo”.

O relatório ainda mostrou que 7,7 milhões de consumidores da Geração Z optaram pelo uso de cartão de cartão de crédito, representando 5,2% dos resultados que englobam todas as faixas etárias, enquanto mais de 740 mil solicitaram empréstimos pessoais, batendo 3,8% do total.

"A Geração Z está começando a construir seu currículo financeiro, então é importante que desenvolva hábitos de crédito saudáveis, para que possa moldar seu futuro adequadamente", explica Juarez Zortea. "Incentivamos a Geração Z, e todas as demais, a buscar ferramentas que as ajudem a assumir seu controle financeiro de forma a manter uma melhor saúde em termos de crédito".

O número de consumidores que não pagaram integralmente a mensalidade do cartão de crédito atingiu um pico de 148 milhões no segundo trimestre de 2019. Desse total, 7,7 milhões pertencem à Geração Z. Já total de linhas de crédito chegou ao ápice de US$ 3,83 trilhões durante o período, um aumento de 10,5% em relação ao ano anterior, se consagrando como o ritmo de crescimento anual mais acelerado na era pós-recessão.

Embora a taxa de crescimento de dois dígitos tenha sido observada na maioria dos níveis de risco, o near prime registra o grande destaque com uma elevação de 18,2% em comparação com o ano anterior, por outro lado, o prime cresceu 16,8%. Esses níveis levaram o saldo total a um aumento de 5,3% na relação ano a ano durante o segundo trimestre de 2019, alcançando o 25º trimestre consecutivo de crescimento, com saldo médio do consumidor chegando a US$ 5.645.

Nesse cenário, mesmo que a taxa de inadimplência severa entre consumidores, que apresentaram mais de 90 dias de atraso – ou Days Past Due (DPD, em inglês) – tenha atingido 1,71%, mantém o indíce abaixo da marca de 4% observada na época da Grande Recessão.

“No último trimestre, vimos a inadimplência atingir seu nível mais alto desde 2010, mas o desempenho geral do mercado de cartões de crédito continua em um patamar saudável. Em todos os níveis de risco, os cartões de crédito apresentaram crescimento de originação na comparação anual, liderados pelo prime plus com 9,4% e super prime com 9,7%. Em contrapartida, no lado do private label, observamos uma deterioração continuada na originação, tendência que começou em princípios de 2017. Isso tem sido impulsionado principalmente pelos emissores de cartões private label que buscam qualidade em vez de quantidade”, comenta Zortea.

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