Geração de resíduos terá de ser informada

As empresas que compõem o PIM (Polo Industrial de Manaus) passarão, a partir de maio, a serem obrigadas a ter seus resíduos gerados cadastrados em um programa de computador. O objetivo é fornecer para ao Ipaam (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas) melhor controle do “lixo” que é produzido nas fábricas do Polo. A previsão foi dada pelo diretor presidente do órgão, Antonio Ademir Stroski.
O software faz parte dos resultados gerados pelo PD (Plano Diretor) de Gestão de Resíduos Industriais do PIM, divulgado no ano passado. A elaboração do PD ocorreu através da parceria entre os governos brasileiro e japonês, representado pela Jica (Japanese International Cooperation Agency). Cerca de US$ 2 milhões foram movimentados entre 2009 e 2010 para realizar o levantamento sobre os resíduos que as empresas produzem em suas unidades fabris.

Materiais perigosos

A pesquisa mostrou que o PIM gera 628,9 toneladas de resíduos por dia, destes, quase 120 toneladas são referentes a materiais perigosos. A outra parcela, um pouco mais de 591 toneladas, é de resíduos não perigosos, como plástico e papelão. Segundo o diretor adjunto das Coordenadorias de Meio Ambiente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Alexandre Kadota, estima-se que 8% desse material tem potencial de reciclagem. “Os processos de geração de resíduos no PIM são limpos. A maioria são insumos que vêm embalados em caixa de papelão e isopor”, acrescentou Kadota.
De acordo com o representante da Fieam, o software surgiu da necessidade de não haver uma padronização entre as empresas na hora de classificar o resíduo gerado. Com o programa, será possível cadastrar os materiais não utilizados pelas fábricas, possibilitando assim um mapa destes resíduos.
O software já foi testado em 18 empresas do PIM, conforme informou o coordenador de projetos de engenharia e arquitetura da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), Luiz Flávio Brandão Simões. A autarquia é apenas uma das diversas entidades nacionais envolvidas no assunto e, segundo Simões, as empresas foram escolhidas de forma aleatória. O teste revelou alguns erros que serão corrigidos antes de serem aplicados a cerca de 550 indústrias.
“Como o programa foi desenvolvido por um japonês, as empresas averiguaram muitos erros ortográficos. A maioria dos erros foi deste tipo, mas que já estão sendo corrigidos”, salientou.
O software não trará custo para as empresas do PIM, visto que ele é gratuito. Para ensinar as companhias a utilizarem a ferramenta, tanto Suframa quanto Ipaam disponibilizaram técnicos e cursos para disseminarem o correto uso do programa. Além do software, o plano diretor também prevê a criação do primeiro aterro de resíduos industriais do Estado. Mas, em relação a esta questão, ainda não há previsão para que Ministério Federal, Suframa e Ipaam discutam o projeto.

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