George Papandreou quer reorganizar finanças públicas do país

O primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, reafirmou ontem a intenção de colocar em ordem as finanças públicas do país e minimizou as especulações sobre uma emissão de bônus conjunta na zona do euro como solução para as necessidades financeiras gregas.

Durante uma conferência, Papandreou reconheceu que há conversas em Bruxelas e no mercado de todos os 16 membros da zona do euro sobre a emissão de um bônus conjunto, ou “euro bond”. O primeiro-ministro afirmou que essa é uma boa ideia, mas continua muito especulativa para ajudar a Grécia no curto prazo.

“Neste momento, minha prioridade é que o país saia do estado terminal”, disse Papandreou. “A questão dos euro bonds esperançosamente surgirá, mas nós não podemos nos basear em um debate que nós não sabemos se vai acontecer amanhã”, acrescentou.

Na mesma conferência, o ministro de Finanças da Grécia, George Papaconstantinou, afirmou que o país receberia bem uma emissão conjunta, mas destacou outras medidas que a União Europeia poderia tomar para ajudar a Grécia – e possivelmente outros membros vulneráveis do bloco, como Portugal, Espanha e Irlanda. Essas medidas incluiriam aceleração do pagamento de fundos estruturais prometidos ou acordos de financiamento por meio do Banco de Investimento Europeu.

A Grécia está enfrentando intenso escrutínio da União Europeia, dos mercados financeiros e das agências de classificação de risco desde que revelou um déficit orçamentário no ano passado que deverá atingir 12,7% do PIB (Produto Interno Bruto) do país – quatro vezes o limite determinado pela União Europeia.

Depois disso vêm crescendo os rumores no mercado de que uma emissão conjunta de bônus na zona do euro pode ajudar os Estados membros a levantar fundos com yield (retorno ao investidor) bem menor do que o que a maior parte dos países seria forçada a pagar se emitissem bônus sozinhos.

No entanto, a ideia até agora recebeu resposta morna. Muitos analistas dizem que a emissão conjunta pode levantar problemas financeiros e técnicos, o que dificultaria sua implementação.

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