Geólogos defendem indústria de transformação mineral no AM

O líder do governo na Assembléia Legislativa do Estado (ALE/AM), deputado Sinésio Campos (PT), defendeu a criação de industrias de transformação nas áreas de mineração e petroquímica como forma de ampliar as opções e alternativas que complementem o Pólo Industrial de Manaus, além da modernização da legislação mineral e a necessidade de políticas públicas que permitam a exploração dos recursos minerais do Amazonas de forma racional, criando renda e melhoria da qualidade de vida aos ribeirinhos e, sobretudo aos indígenas que vivem em condição de extrema pobreza.
As propostas, apresentadas na audiência pública realizada em homenagem ao “Dia do Geólogo”, pela Assembléia Legislativa do Estado (ALE/AM), receberam o aval de todos os profissionais e representantes de instituições públicas e empresas privadas que têm relação com a atividade no Amazonas.
O encontro, requerido por Sinésio Campos, teve a participação do superintendente da CPRM (Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais) -atualmente designada de Serviço Geológico do Brasil– Marco Antônio Oliveira; o diretor da CPRM, Fernando Pereira de Carvalho, o presidente da Aprogam (Associação Profissional dos Geólogos do Amazonas), Marco Antônio Horbe; vice-presidente Regional Norte da Febragel, Jorge Luiz Garcez, entre outros.
O superintendente da CPRM, Marco Aurélio Antônio Oliveira, endossou a proposta do petista, ressaltando que o Amazonas não pode escoar as suas riquezas minerais “in natura” como ocorre em outros estados. O geólogo também, enfatizou a necessidade de atualização da legislação mineral, que ele avaliou como anacrônica e que não atende mais as necessidades da nação.

Segredos estratégicos vulneráveis

Outra questão levantada foi a deficiência de mão-de-obra capacitada no Estado e no país, o que demanda a importação de técnicos. O vice-presidente Regional Norte da Febragel, Jorge Luiz Garcez, considerou esse processo um paradoxo no país que, ao abrir o mercado para mão-de-obra estrangeira, deixa vulnerável segredos estratégicos. Amazonas importa técnicos em mineração de outros Estados pela ausência de uma escola formadora de nível médio e de estímulo às escolas de nível superior.
Sinésio Campos criticou a extinção, pelo Governo do Estado, da Escola Técnica de Mineração fundada pelo Grupo Paranapanema, na década de oitenta. O colégio, que funcionava no prédio onde hoje é a sede da Prefeitura de Manaus, foi entregue ao Estado, com toda a infra-estrutura, em 1995. Pouco tempo depois ele foi encerrado. “O fechamento, além de falta de sensibilidade, foi um ato criminoso contra o investimento privado que deveria ser preservado. A saída estaria na recriação de um curso no Centro Federal de Educação tecnológica (CEFET/AM).

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