10 de abril de 2021

Gastos do consumidor em agosto têm maior avanço

Os gastos do consumidor americano cresceram 1,3% em agosto, após uma alta de apenas 0,3% em julho. Trata-se do maior avanço desde outubro de 2001

Os gastos do consumidor americano cresceram 1,3% em agosto, após uma alta de apenas 0,3% em julho. Trata-se do maior avanço desde outubro de 2001. O dado surpreendeu os analistas, que esperavam um resultado positivo, embora menor, de alta de 1,1%. Os números foram divulgados pelo Departamento do Comércio.
A renda do consumidor, no entanto, teve expansão de 0,2% em agosto, mesma alta vista em julho.
Dados sobre consumo são acompanhados com atenção por analistas e investidores, uma vez que o consumo responde por cerca de dois terços de toda a atividade econômica americana.
Apesar da alta nos gastos, especialistas apontam para o risco de um novo desaquecimento no consumo à medida em que os efeitos positivos do pacote de estímulo aprovado neste ano diminuam e com a demora na recuperação dos níveis de emprego.
A consultoria ADP Employer Services informou que o setor privado dos EUA perdeu 254 mil vagas em setembro, acima das 200 mil previstas pelos analistas.
Na sexta-feira, o Departamento do Trabalho vai divulgar os dados sobre o mercado de trabalho referentes a setembro.
A expectativa dos analistas é de que tenham sido fechadas no país 140 mil vagas, com a taxa de desemprego chegando a 9,8%. Em agosto a economia perdeu 216 mil postos de trabalho e a taxa de desemprego estava em 9,7%.
O efeito das dificuldades no mercado de trabalho fez com que o índice de confiança do consumidor apurado pelo instituto privado de pesquisa Conference Board caísse para 53,1 pontos, contra 54,5 em agosto (dado revisado). A expectativa dos analistas era de 57 pontos.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos EUA cresceram em 17 mil na semana encerrada no último dia 26, para um total de 551 mil. O avanço ocorreu após três semanas seguidas de declínio. O total referente à semana imediatamente anterior ficou em 534 mil após revisão (na leitura original o total era de 530 mil). A média quadrissemanal, que atenua as volatilidades das leituras semanais, ficou em 548 mil.

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