Gasto com pessoal subiu em 2009, aponta IBGE

Os dados relativos à atividade industrial, registrados em 2009, mostraram resultados inferiores aos apurados em 2008, em função da conjuntura desfavorável, reforçam as pesquisas industriais anuais PIA-empresa e PIA-Produto, divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). As exceções foram os indicadores referentes a emprego e a gastos com pessoal.
A crise financeira internacional, que estourou no fim de 2008, provocou um recuo na atividade industrial no Brasil. “As empresas adiaram projetos, promoveram paralisações. O primeiro semestre de 2009 foi bastante severo com as empresas industriais”, disse o coordenador de Indústria do IBGE, Flavio Naghele. Ao longo do ano, entretanto, iniciou-se um processo de recuperação que não foi, contudo, suficiente para reverter o quadro de retração que havia se instalado no setor.

Salário mínimo

Os números mostram que, embora o universo de empresas tenha caído de 309 mil, em 2008, para 299 mil unidades, em 2009, o total de pessoal ocupado elevou-se de 7,840 milhões para 7,894 milhões, com média de 26 pessoas ocupadas por empresa. Em 2008, a média era 25 pessoas. Do mesmo modo, os gastos com pessoal subiram de R$ 225,660 bilhões para R$ 240,434 bilhões, revelando o efeito do reajuste do salário mínimo.
Os dados mostram que as indústrias mais tradicionais, voltadas para o mercado interno, se destacaram em termos de ganhos de participação nas variáveis econômicas e também pelo número de postos de trabalho, destacou Naghele. Entre elas estão as indústrias de alimentos, bebidas, vestuário e produtos farmacêuticos.

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