7 de março de 2021

Gasolina tem aumento de preço a partir de hoje

A gasolina fica mais cara nas refinarias, a partir desta terça (19). O valor de reajuste no litro do combustível estipulado pela Petrobras para as revendedoras foi de R$ 0,15, elevando o preço para 1,98. O Sindcombustiveis/AM (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Alcoois, e Gás Natural do Estado do Amazonas) assinala que o aumento inevitavelmente chegará às bombas, assim que as empresas receberem o combustível com o repasse das distribuidoras, que normalmente leva de um a dois dias. 

A entidade reforça que o segmento opera em ambiente de livre mercado e preços livres e, portanto, não sabe estimar qual o valor médio de repasse. Apesar da depreciação das vendas, em função da sazonalidade e do toque de recolher, o Sindcombustíveis/AM não descarta a possibilidade de que alguns postos de gasolina de Manaus resolvam sacrificar margem de lucro e fazer promoções.

A mais recente pesquisa semanal do Procon-AM (Instituto Estadual de Defesa do Consumidor do Amazonas), realizada em 67 postos na capital, na última quinta (14), aponta que o preço médio da gasolina comum em Manaus era de R$ 4,40, na semana passada – com extremos de R$ 4,35 (em um posto da Cachoeirinha, na zona Sul) e R$ 4,49 (Distrito Industrial, na mesma zona). Houve um acréscimo de 2,29% em relação ao valor médio capturado na sondagem anterior, de 23 de dezembro (R$ 4,30). 

No mesmo período o valor médio da gasolina aditivada na capital amazonense era de R$ 4,48. O preço mais baixo (R$ 4,37) podia ser encontrado em um posto da Cachoeirinha e um da Raiz, ambos na zona Sul da cidade. O valor mais elevado (R$ 4,79) era encontrado em um único posto da Praça 14, também na zona Sul. Na comparação como preço médio de três semanas antes (R$ 4,36), às vésperas do Natal, houve incremento de 2,75%

Tributos e margens

No texto de divulgação do novo reajuste, a Petrobras reforça que o preço final aos motoristas dependerá de cada posto de combustíveis, que tem suas próprias margens de lucro, custos com mão de obra e pagamento de impostos –especialmente o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que tem alíquota de 25% no Amazonas e é cobrado mediante uma estimativa prévia de lucros. 

“Os preços praticados pela Petrobras têm como referência os preços de paridade de importação e, desta maneira, acompanham as variações do valor do produto no mercado internacional e da taxa de câmbio, para cima e para baixo. No ano de 2020, o preço médio da gasolina comercializada pela Petrobras atingiu mínimo de R$ 0,91 por litro”, esclareceu a companhia.

Segundo a Petrobras, dados do Global Petrol Prices, referentes ao último dia 11, indicavam que o preço médio ao consumidor de gasolina no Brasil era o 52º mais barato dentre 165 pesquisados, estando 21,6% abaixo da média de US$ 1,05 por litro. De acordo com levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), feito na semana entre os dias 10 e 16 de janeiro, o litro médio da gasolina comum em todo o território nacional custava R$ 4,572. Para o diesel, o valor era de R$ 3,685 e, para o etanol, de R$ 3,202. O botijão de 13 quilos de gás saia a R$ 76,50.

Toque de recolher

O vice-presidente do Sindcombustíveis/AM, Geraldo Dantas de Araújo, aponta que dificilmente o repasse deixará de chegar ao consumidor do Amazonas. Normalmente, os postos costumam fazer promoções neste período, para compensar a queda de fluxo sazonal com ganhos de escala, apesar do corte nas margens de lucro nas empresas. De acordo com o dirigente isso pode voltar a ocorrer pontualmente, nos próximos dias.

“Vai ter empresa que vai baixar em R$ 0,10 ou até R$ 0,20, para atrair o cliente, mas vão ver que não conseguem, nem assim. Não farei isso, em minha empresa. O segmento encerrou com queda de 20% nas vendas, em 2020, o que não foi um resultado tão ruim, em ano de pandemia. Vínhamos atravessando um momento positivo para a sazonalidade, mas o toque de recolher limitou a demanda e o horário de funcionamento dos postos”, comentou.

Segundo Geraldo Dantas de Araújo, após às 19h, praticamente todos os postos de Manaus fecham, com exceção de uma única empresa, na Torquato Tapajós, que fica reservada para abastecer os veículos que atendem emergências policiais, médicas, etc. O vice-presidente do Sindcombustíveis/AM também descarta a possibilidade de buscar políticas compensatórias para o fechamento compulsório, junto ao Executivo amazonense.

“Não vemos espaço para o Estado conceder subsídios, ou mesmo aditamentos para as empresas, dado o peso do segmento de combustíveis na arrecadação. Cada um vai ter que pôr a mão no bolso mesmo. Estamos obedecendo o decreto e não há outra forma. O toque de recolher já foi renovado para até o dia 31 de janeiro. Neste momento em que a cidade está um caos, temos que centrar nossos esforços para que essa crise passe o quanto antes”, concluiu. 

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