21 de abril de 2021
Divulgação

O resultado das eleições municipais continua a ser alvo das mais diferentes interpretações. Entretanto só uma coisa ficou patente e justifica o imenso esforço de alguns setores em desviar a atenção de fatos, números e dados, que fogem a toda e qualquer interpretação que brigue com a verdade.

As esquerdas são rejeitadas em quase todo o país. O PT não elegeu nenhum prefeito de capital, o PSOL manteve a de Belém. A verdadeira união de todos em São Paulo e Porto Alegre não vingou e deixou mal as pesquisas publicadas que davam a impressão de disputa acirrada. As duas cidades foram nítidas em rejeitarem propostas radicais, destoando do racional. Recife sempre foi de esquerda, assim como sua vizinha Jaboatão. Mas, entre os dois herdeiros de Miguel Arraes, venceu o mais moderado, moderno e pragmático. E venceu com diferença maior do que a estimada nas pesquisas feitas.

No caso de São Paulo, a vitória não foi da esquerda tucana, pois o eleitor votou contra Boulos e não em Bruno Covas. Assim como o PDT do Ceará não é ideológico. Ciro Gomes e família embarcaram na onda de esquerda, mas tem origem no PDS, legenda em que Ciro foi deputado estadual, eleito em 1982. Já o Cidadania, sucessor do PCB e PPS, não fez nenhum prefeito e ainda condenou sua candidata no Recife, onde os comunistas sempre foram fortes, pela manifestação de apoio recebida do presidente Bolsonaro. Inacreditável um partido condenar sua candidata a uma eleição majoritária na semana da eleição. Apoio que ela nem pediu No melhor estilo do Politburo.

Pode-se dizer que o DEM, em termos de capitais, se saiu muito bem, pela qualidade de seus quadros vitoriosos, como os eleitos no Rio de Janeiro, Curitiba, Salvador e Florianópolis. O MDB elegeu o maior número de prefeitos, pois é o partido mais estruturado e não é de esquerda nem de direita.

A conclusão evidente é que o brasileiro não quer saber de radicalismos, rejeita campanhas de baixo nível, como foram as últimas semanas no Rio do prefeito Crivella, não quer dar saltos no escuro. O povo percebe a dimensão da crise muito melhor do que os comandos partidários e os analistas de esquerda, desesperados com os resultados, com interpretações fora da lógica.

Pelo menos não vamos ter prefeituras voltadas para 2022, já que essa eleição também não revelou nenhum fenômeno capaz de alçar voos nacionais, congregando o centro democrático, que ficou órfão. O presidente Bolsonaro não abre mão de buscar popularidade imediata, iludido que a calmaria dos mercados e a facilidade de endividar a União não têm limites.

Hoje, na América Latina, cabeça boa, pragmática e no rumo certo parece ser apenas do presidente Lacaille Pou, do Uruguai. O Brasil espera surgir, no próximo ano, um nome sério, fora das especulações da mídia em torno dos que sonham com candidaturas artificiais, de homens conhecidos do povão, mas zero de experiência. O país da pós-pandemia pede um comandante e não um figurante!!!

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