JOSÉ FERNANDO PEREIRA DA SILVA
Assessor Econômico
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O principal desafio do próximo século para o Brasil será conhecer a Amazônia. Entretanto, para conhecê-la de verdade é preciso torná-la mais próxima e mais aberta para entender sua verdadeira vocação e posição estratégica no Planeta. Desta forma, qualquer política de governo deverá, necessariamente, estar voltada para a realização desse grandioso esforço de integração e torná-la conhecida de todos os brasileiros, no duplo sentido da sua descoberta e de sua humanização.

À luz dessas premissas, na semana pretérita, o G7 reuniu-se na Inglaterra com o objetivo de criar um novo “sistema tributário” objetivando elevar a alíquota sobre o lucro das megas empresas distribuídas no mundo, onde será criado um Fundo, que seria distribuído entre as nações engajadas em políticas públicas voltadas ao meio ambiente.

Em verdade, o verdadeiro objetivo dessa proposta busca de forma velada uma forma de monitorar a Amazônia, cerceando sua soberania.

A participação do Brasil nesse bolo de recursos seria da ordem de R$ 5 bilhões, onde sua aplicação seria de forma carimbada.  

Consciente dessa recorrente ameaça, o Governo Federal proativamente, criou o Conselho Nacional da Amazônia, com o objetivo de estabelecer diretrizes para continuidade das ações de fiscalização e combate aos ilícitos ambientais e fundiários particularmente, o desmatamento ilegal e as queimadas na Amazônia Legal. O referido Conselho coordenará as ações do Plano e integrará potencialidades dos órgãos envolvidos, em sua formatação parta da premissa total, completa e absoluta soberania nacional, visando ao aproveitamento dos seus recursos naturais. 

A cobiça internacional da Amazônia, remonta à época do descobrimento do Brasil, quando à coroa portuguesa coube evitar, mediante cruentas guerras contra os holandeses, franceses e ingleses, que objetivavam se estabelecer na região.

Nos dias atuais, vários são os pretextos que escamoteiam essas intenções. 

Com a criação da UNESCO, por ocasião da Primeira Conferência Geral, em 1946, foi aprovada a ideia de criação do Instituto Internacional da Hiléia Amazônica. Dois anos mais tarde, em Iquitos, a Convenção criando o Instituto foi assinada, sujeita à aprovação dos países amazônicos. Logo em seguida, descobriu-se a verdadeira intenção da ideia onde países industrializados procuravam tirar proveitos. Além do mais, a convenção continha diversos dispositivos inaceitáveis, como, por exemplo, o diretor do Instituto não seria escolhido entre os representantes da região. 

Em seguida, surgiu a loucura da ideia do grande lago amazônico, patrocinado pelo Hudson Instituto de Nova York, onde previa a construção de sete lagos destinados a ligar todas as bacias hidrográficas, inclusive a do Prata, com o objetivo de melhorar a navegação na região.

Segundo ainda essa corrente: “Nos dias atuais, a defesa do meio ambiente tem sido o pretexto ora para justificar intervenção na Amazônia…. É a prática da desinformação à qual os países industrializados têm recorrido diante da grita contra o “efeito estufa”.

Uma das posições mais radicais foi a do presidente francês Macron, para quem a soberania dos países que possuem florestas equatoriais úmidas é relativa. Propunha a criação de uma entidade supranacional com poderes para reprimir os “crimes ecológicos”.

Entrementes, cabe salientar, que no Brasil torna-se imperativo uma política diferenciada para a Amazônia, tendo em vista que teremos que conviver com essa cobiça que não cessará. As discussões sobre os direitos da biodiversidade deverá ser uma decisão nossa. O mesmo ocorrerá com relação à exploração de nossos recursos naturais, notadamente a madeira.

Como observação final  na opinião de muitos especialistas, a grande riqueza do século XXI será a água potável e as proteínas. O problema já está se tornando sério em vários continentes. Por outro lado, somente o rio Amazonas possui um quinto da água doce do mundo.

Cabe a nós lutarmos por nossa soberania. 

Foto/Destaque: Divulgação

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