Fusões – BTG lidera ranking no país

O BTG Pactual foi quem mais prestou consultoria para fusões e aquisições envolvendo empresas brasileiras em 2011, no segundo ano consecutivo na liderança, com bancos de investimento locais superando rivais estampeiros ao abocanhar os acordos mais lucrativos na região.
O banco controlado por André Esteves assessorou 52 negociações, totalizando US$ 24.05 bilhões, segundo dados preliminares da Thomson Reuters. O Itaú BBA ficou em segundo lugar, com 38 acordos, no valor de 23.02 bilhões de dólares.
Diferentemente de seus pares em outras nações emergentes, os bancos brasileiros estão superando seus rivais estrangeiros no financiamento de transações, consolidando relações mais fortes com seus clientes e estabelecendo redes de distribuição similares às de bancos globais.
Sua liderança também mostra como a confiança de investidores no Brasil têm aumentado, mesmo com um agravamento da aversão ao risco frente à crise da dívida na Europa. Apesar de uma queda na atividade deste ano, que provocou um declínio de 35 por cento no valor das negociações, as companhias veem cada vez mais o Brasil como uma fonte de crescimento.
“Investidores permanecem muito interessados no Brasil”, disse Marco Gonçalves, diretor da divisão de fusões e aquisições do BTG Pactual. “As condições do mercado não nos impediram de fechar nenhum acordo”.
Cerca de US$ 78.64 bilhões em negociações foram anunciados no Brasil neste ano até 30 de dezembro, o que representa uma queda em relação aos US$ 120.61 bilhões do ano passado. O número de operações, no entanto, atingiu 745, contra 698 transações em 2010.
Profissionais do setor financeiro esperam uma recuperação na atividade de fusões e aquisições em 2012, conforme empresas de varejo, bens de consumo e infraestrutura ganham escala e musculatura financeira ao fechar parcerias com rivais, afirmou Gonçalves.
Empresas de private equity, que levantaram mais de US$ 5 bilhões para investimentos no Brasil neste ano, também podem ajudar a impulsionar uma recuperação, disse Jean-Marc Etlin, diretor de investment banking no Itaú BBA.
Contudo, a desaceleração da economia brasileira e mudanças recentes na legislação antitruste também podem abrandar a atividade de fusões e aquisições no ano que vem, apontou Gonçalves, do BTG Pactual. De acordo com mudanças aprovadas este ano, os órgãos reguladores antitruste devem aprovar os acordos antes de sua divulgação.
Apesar da desaceleração e de uma possível queda no valor obtido pelos bancos com a atividade reduzida, as instituições locais e estrangeiras continuaram apostando em bancos de investimento como uma fonte estável de lucros. Tal quantia superou o marco de US$ 1.1 bilhão no Brasil em 2010.

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