Fundo Monetário faz alerta que a economia global continua vulnerável

O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, disse que a economia global está vulnerável, acrescentando que uma recuperação duradoura dependerá de as autoridades tomarem medidas apropriadas nos próximos meses.
O diretor do fundo acrescentou que a prioridade dos países desenvolvidos deve ser pensar em medidas para arrumar a parte fiscal, mas ressaltou ainda ser muito cedo para retirar as políticas de estímulo à economia.
“Recomendamos pecar por excesso, já que retirar as medidas cedo demais é mais custoso do que retirá-las depois”, afirmou ele em discurso preparado para um evento.
Na sexta-feira (20), o subdiretor do FMI (Fundo Monetário Internacional), John Lipsky, disse que a economia global está caminhando na direção de uma recuperação sustentável, mas dados os riscos de uma nova desaceleração, ainda é cedo para retirar os estímulos econômicos.
Lipsky afirmou que, embora fosse o momento de pensar sobre a suspensão de estímulos à economia, nenhuma ação deveria ser tomada ainda e que os governos deveriam instituir estímulos adicionais já planejados para 2010.
A OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), por sua vez, divulgou na quinta-feira (19) seu relatório semestral, no qual previu para 2010 uma recuperação de 1,9% (1,2 ponto a mais que o previsto em junho) para os países-membros, que passará para 2,5% em 2011.
Algumas economias emergentes correm o risco de movimentos de capitais incontroláveis, bolhas e acumulação de reservas, disse o economista-chefe do Fundo Monetário, Olivier Blanchard.
“Esses países têm taxas de juros mais altas que as dos países desenvolvidos e mais pressão sobre as suas taxas de câmbio”, disse Blanchard na entrevista ao jornal francês “Le Monde”.
“Só pode ser difícil para o Brasil ver o real se valorizando quando o yuan está se enfraquecendo com o dólar”. O economista também disse que os países estão caminhando em direção a uma diversificação nas suas reservas cambiais. Isso é desejável, e não levaria a um colapso do dólar, disse ele.

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