16 de abril de 2021

Fundecitrus deixará de realizar inspeção e erradicação de pomares

O Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura) deixará de realizar inspeção sanitária e ações de erradicação de plantas no parque comercial citrícola, que abrange os Estados de São Paulo e Minas Gerais

O Fundecitrus (Fundo de Defesa da Citricultura) deixará de realizar inspeção sanitária e ações de erradicação de plantas no parque comercial citrícola, que abrange os Estados de São Paulo e Minas Gerais. A decisão tomada no início do mês e ratificada ontem (23) em uma reunião do conselho deliberativo do Fundecitrus, deve-se à forma como vinha sendo tratado o greening, principal doença da citricultura mundial e que já levou à erradicação de 6 milhões de pés de laranja em São Paulo.
Os conselheiros da entidade avaliaram que a doença – que é incurável e só pode ser combatida com a erradicação das plantas – não tem mais controle no Estado, mesmo com uma série de ações tomadas pelo Fundecitrus. A única solução seria o pagamento de uma indenização ao citricultor para a renovação dos pomares, mas os governos estadual e federal não se comprometeram com o pedido
A citricultura, que vem enfrentando sérios problemas de quedas de preços nos últimos anos, agora pode ficar ainda mais vulnerável com o enfraquecimento do Fundecitrus, que se tornou referência mundial no controle de pragas e doenças na agricultura.
A decisão do Fundecitrus representará uma queda de 80% no orçamento anual da entidade destinado às ações de pesquisa, serviços e educação, que sairá dos atuais R$ 50 milhões para R$ 10 milhões. O quadro de inspetores será reduzido ainda 1.400 funcionários para entre 150 e 200.
Todas as ações de defesa sanitária da citricultura voltarão para a Secretaria Estado de São Paulo, com quem o Fundecitrus mantinha um convênio desde 1992. O secretário de Agricultura, João Sampaio, que está em férias, já foi informado da decisão. Já o secretário adjunto Antonio Júlio Junqueira de Queiroz, informou, por meio da assessoria de imprensa da entidade, que não irá se pronunciar enquanto o convênio com o Fundecitrus estiver ativo, ou seja, até o início de 2010. No dia 18 de janeiro está prevista uma reunião em São Paulo para avaliar os impactos da decisão do Fundecitrus e para encontrar possíveis soluções.

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